Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Praticar um hobby ajuda a descansar a mente e auxilia nos negócios

Passatempo ajuda o empresário a manter a saúde física e mental e, acredite, a resolver os problemas do cotidiano

Roberta Cardoso, Estadão PME,

29 de setembro de 2011 | 13h34

A rotina atribulada de um empresário exige atenção. Por isso, tão importante quanto cuidar da saúde é manter o equilíbrio mental, afinal, a sobrecarga de trabalho, a competitividade e a pressão por bons resultados são uma espécie de panela de pressão que em algum momento precisa ser desligada sob o risco de explodir.

A metáfora de tom catastrófico é verdadeira, segundo a psiquiatra Alexandrina Meleiros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Quem é muito atarefado para fazer uma atividade prazerosa terá que encontrar tempo no futuro para cuidar das doenças que poderiam ser evitadas se a pessoa tivesse um hobby para relaxar”, alerta.

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Compensar o estresse diário é uma necessidade, mas a receita para combater os vilões que detonam o bem-estar físico e emocional é simples: lazer. Dedicar de 10 a 15 minutos para entreter o cérebro e praticar um passatempo proporciona uma série de benefícios.

“O sono e a respiração melhoram, a concentração aumenta e o estresse diminui. Para algumas pessoas funciona melhor do que exercício físico, que pode gerar lesões se o praticante não estiver com um bom condicionamento físico para a atividade”, analisa a psiquiatra.

Os ganhos são tantos que a empresária Gisele Friso, proprietária da consultoria jurídica G. Friso, incluiu um passatempo na sua disputada agenda. “Faço caixas com uma técnica de cartonagem uma vez por semana. Além de ser um hobby, é o meu descanso mental. Canalizo toda a minha tensão e ansiedade, algo que não consigo fazer durante o trabalho”, conta.

Gisele, no entanto, passou anos sem saber que a atividade refletia em tantos aspectos da sua vida. “Por não procurar respostas diretamente no meu hobby é que elas aparecem. Nunca cheguei a ter um insight fantástico enquanto faço as minhas caixas, mas sempre que as termino fico mais articulada e consigo resolver problemas que pareciam não ter solução.”

O cuidado para não ser ‘engolido’ pelo trabalho deve ser regular. Porém, não há uma medida de tempo específica para o passatempo. “A frequência é determinada pela pessoa. Recomendamos, no mínimo, uma vez por semana. Ao criar o hábito de reservar um tempo para si – o chamado egoísmo por uma boa causa –, a mente sinaliza o quanto precisa das pausas”, ensina Alexandrina.

O publicitário Rodrigo Gemmal, dono da agência Elos Cross Marketing, exercita a criatividade na cozinha. Admirador da gastronomia mediterrânea, é entre temperos e panelas que ele relaxa. O empreendedor afirma não pensar em trabalho enquanto cozinha, embora note semelhanças entre a atividade e a visita a um cliente, por exemplo. “Não adianta eu ter um monte de ingredientes e não saber o que preparar.”

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