Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Porcentual de devoluções de cheques no 1º semestre é o maior em dois anos

Empresários devem estar atentos embora cenário ainda não seja preocupante

daniel fernandes, estadão pme,

20 de julho de 2011 | 10h09

O porcentual de cheques devolvidos no primeiro semestre de 2011 foi inferior a 2% do total de documentos emitidos no período. mesmo assim, trata-se do pior desempenho em dois anos. No mesmo período de 2009, segundo a Serasa Experian, organizadora do levantamento, ocorreram 2,30% de devoluções.

A situação é ainda menos preocupante para os donos de pequenos e médios negócios em São Paulo. De acordo com o estudo, no estado, foram devolvidos no primeiro semestre do ano 1,46% dos cheques emitidos - a média nacional ficou em 1,93%. O estado campeão de calotes foi Roraima (11,87%). Na segunda colocação aparece o estado do Maranhão (9,16%).

De acordo com os economistas da Serasa, os problemas que levam ao aumento do calote nos cheques são os mesmos experimentados por outras formas de pagamento: expansão do endividamento do consumidor, a inflação em alta - o que reduz o rendimento das famílias - e as altas taxas de juros.

Os pequenos e médios empreendedores devem ficar atentos em relação a isso, principalmente para que a inadimplência não afete seu faturamento mensal. "A única coisa pior que não vender, é vender e não receber", afirmou recentemente ao Estadão PME Roque Pellizzaro, presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas.

Mas engana-se quem acha que é o comércio o principal setor afetado pelas medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para conter o ritmo de crescimento do País. De acordo co levantamento do Sebrae-SP, as indústrias paulistas registraram em abril - último dado disponível - redução de 8,2% no faturamento frente ao mesmo mês do ano passado. No comércio, essa redução foi menos expressiva, de 1,6%.

 

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