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Pizzaria grega tem massa fina e faturamento de R$ 110 mil por mês em São Paulo

Helena Roditis adaptou receitas do restaurante do tio na Ilha de Rhodes, na Grécia, e faz sucesso na zona sul da cidade

Renato Jakitas, Estadão PME,

07 de março de 2013 | 10h50

Helena Dimitrios Roditis acumula algumas proezas em sua até então curta experiência como empresária do ramo  gastronômico. A primeira foi emplacar em São Paulo um rodízio de pizzas chamado Gioconda Helenicá com movimentção interessante na hora do almoço, período tido como morto para a especialidade. A segunda consistiu em comunicar sem problemas aparentes o conceito de pizza grega, embora o cardápio tenha menos iogurte que se possa imaginar, e mais calabreza, peperoni e até milho e frango com catupuri. E, por fim, o terceiro feito foi alcançar um faturamento mensal de R$ 110 mil com a idéia, dois anos após a fundação, sem investir um única centavo no sistema de delievery.

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"Foi tudo meio que na surpresa. Comecei a fazer pizza para os amigos, comprei uma casa perto da (Avenida Engenheiro Luis Carlos) Berrini, deixei a porta meio aberta e foi entrando gente que vinha das empresas da região na hora do almoço", conta a filha de pai grego e mãe paraíbana, que diz ter aprendido sobre as pizzas no estabelecimento que o tio mantém na Ilha de Rhodes, na Grécia, há quase 90 anos.

Por pizza grega, o leitor deve entender, sobretudo, uma massa diferente da tradicional iguaria italiana, que inspira o setor no Brasil, principalmente em São Paulo. A Pizza de Helena tem massa semelante ao do pão pita, com espessura bem fina e crocante.

"Eu dei uma 'abrasileirada' no recheio. Mas também tenho muito tempero com alho e iogurte, que são bem gregos", explica a pizzaiola.

Outro ponto forte da casa é a tradição de quebrar pratos, que lá no mediterrâneo é uma maneira de mostrar desapego pelos bens materiais e a alegria nas festas. Na Gioconda Helenicá, por R$ 8 compra-se um prato, escreve-se nele um pedido e, depois, quebra-se o prato. Dependendo da viabilidade da dona, ela ainda dá um palpite sobre o sucesso ou não na concretização do desejo, dado a forma com que os cacos se esparramam pelo chão.

"Cada dia é indicado para um desejo: quinta-feira é dinheiro, sexta é amor e sábado é família", explica Helena.

A casa abre de segunda a sábado. Durante a semana funciona do meio-dia às 15h e das 18h às 23h. As sábados, abre apenas para o jantar, a partir das 18h. 

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