Fernanda Dayer Carvalho/Mar de Bolinhas
Fernanda Dayer Carvalho/Mar de Bolinhas

Piscina de bolinha gigante pode receber até 300 crianças por dia

Atrações cobram, em média, R$ 15 por 15 minutos e pagam um porcentual do faturamento bruto para os shoppings

Alessandro Lucchetti, Especial para O Estado de S. Paulo

14 de março de 2017 | 18h11

Cobram-se, em média, uns R$ 15 por 15 minutos. Por esse tempo - e preço -, a criançada mergulha num cenário que remete ao filme 'Procurando Dory' ou 'Toy Story'. É possível também dar uma volta numa caravela de piratas, dar braçadas rumo a um farol ou se deparar com submarinos. As piscinas de bolinhas, antiga atração de entretenimento para crianças, voltaram, há alguns anos, em versões agigantadas. 

Por trás dessa tendência estão empresas especializadas em criação de eventos e atrações para praças de shopping centers. Como é a pernambucana Happy Times, dona do Mar de Bolinhas. O empresário Flavio Argay conta que criou a primeira versão do produto em maio de 2015, depois de ver uma proposta similar na Colômbia, publicada em uma rede social. "Poucos meses depois (do nosso lançamento), havia atrações semelhantes em vários shoppings do Brasil", conta.

Uma piscina de gigante da Happy Times tem por volta de 300 mil bolinhas coloridas. Em julho, Argay exportou uma de suas estruturas para o Peru. Cada uma delas requer um investimento de R$ 400 mil. A Happy times chegou a ter 11 estruturas operando simultaneamente.

Um mar tradicional - de água salgada e com peixes - tem algo de imprevisível, mas o de Mar Bolinhas da Happy Times tem uma rotina fixa: aporta num shopping e lá permanece por 45 dias. Há duas modalidades de contratação: ou o shopping cobra um aluguel fixo ou a empresa de entretenimento paga ao centro de compras um percentual do faturamento que gira em torno de 15%. 

Um ponto indiscutível é que, para os shoppings, as piscinas de bolinha cumprem o propósito de levar gente para dentro do centro de compras. "A atratividade da piscina de bolinhas, em si, não se esgota", afirma, em nota, a operadora de shoppings BRMalls, dona de 48 centros de compras. "Levar os filhos para brincar em piscinas de bolas sempre foi uma atração querida, mas quando acrescentamos o gigantismo potencializamos o sucesso dos eventos", destaca a empresa.

Georgia Menegaz, gerente de marketing do Farol Shopping Tubarão, na cidade de Tubarão (SC), a piscina de bolinha gigante aumentar em até 300 crianças por dia o movimento. 

Erros. Embora pareça simples a empreitada de encher de bolinhas um determinado espaço e cobrar pela entrada, há alguns custos que devem ser bem calculados. "Nos primeiros eventos não previmos custos de manutenção, troca de bolinhas amassadas, higienização e principalmente os logísticos e de montagem da operação, que, se não forem calculados da maneira correta, levam insucesso à operação", diz Rogerio Paulo Prando, um dos sócios da empresa paranaense Lavires Eventos, proprietária da marca Mundo das Bolinhas.

 

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