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Pequenos negócios já são 90% do comércio virtual do País

Levantamento anual do Sebrae Nacional mostra que, do total de empresas, 58% começaram suas atividades a partir de 2013

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2016 | 05h00

O comércio eletrônico brasileiro está permeado pelos pequenos negócios. Levantamento anual do Sebrae Nacional aponta que 90% das empresas que vendem exclusivamente no ambiente online no País possuem faturamento anual de até R$ 3,6 milhões ao ano, tendência que se configura desde o ano passado, quando a pesquisa apontou 75% do cenário de comércio eletrônico nas mãos do pequeno empresário. 

Apesar de já consolidado, o avanço do comércio eletrônico é recente no Brasil. A pesquisa aponta que, do total de empresas, 58% começaram suas atividades a partir de 2013. Entre os integrantes do e-commerce, 53% dos negócios que vendem pela rede não possuem loja física e 64% deles têm até quatro funcionários, dado que confirma o perfil de pequeno porte das empresas que configuram esse ecossistema.

As redes sociais, pela primeira vez em três anos – período em que a pesquisa é realizada – aparecem à frente como canal para a concretização de vendas, com taxa de sucesso avaliada pelos empreendedores de 72%. A busca orgânica, ou os resultados naturais da procura por um produto, aparecem como o segundo canal, responsável por 68% das transações. 

“O ponto comercial está migrando para o sistema virtual”, avalia o presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif Domingos. Ele comemora o fato de que, mesmo com a crise, 51% das empresas consultadas tiveram lucro nos últimos 12 meses. 

Mortalidade. Apesar do avanço do modelo de negócio, 27% dos comércios eletrônicos encerraram as atividades por falta de planejamento ou conhecimento do negócio. No ano passado, esse índice era de 16%. O presidente do Sebrae avalia que parte dos empreendedores chega mais despreparada para o ambiente de negócios, o que não deve ser visto, em sua opinião, de forma negativa. “Você aprende com o erro. Aquele que fechou por falta de planejamento ou conhecimento é o que está entrando de cabeça, com muito mais ímpeto do que com conhecimento”, pondera Afif.

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