Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Pequenos empresários investem na nova moda country e ganham espaço e faturamento

O sertanejo nunca saiu de cena, mas voltou a ter força recentemente e a retomada faz a festa de um grupo de empresários

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

30 de agosto de 2013 | 06h47

O estilo country ficou mais descontraído, menos padronizado e mais jovem. Famosa em todo o País, a música sertaneja universitária ajuda a movimentar um mercado lucrativo não só de entretenimento, mas também na moda. E um grupo de pequenos e médios empresários do País aproveita para expandir os negócios.

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É o caso da Tassa, que existe desde 1996, e prepara o lançamento da sua loja virtual em setembro. A marca também vai inaugurar uma flagship store no ano que vem em São Paulo para, dessa maneira, ingressar no franchising. A marca produz 22 mil peças por mês, vendidas em quase 900 lojas.

A Tassa foi criada pelo empresário libanês Najib Michel Abou Rjeili, influenciado por férias que costumava passar no interior do Paraná e no Mato Grosso, onde tomou contato com o campo e com os cavalos, realidade diferente da vida em São Paulo.

Quando terminou a faculdade de direito, Najib precisou tomar uma decisão: seguir carreira na profissão escolhida ou transformar-se em administrador e continuar o negócio da família – uma indústria de confecção de jeans. Ele escolheu a segunda opção, embora tenha mudado o foco do empreendimento para o universo country.

“Não existia nenhuma marca nacional que ofertasse produtos de qualidade, diferenciados”, conta Najib, que vende desde camisetas de R$ 80 até calças e camisas de R$ 240.

Segundo o empresário, o mercado no Brasil já passou por várias fases. O período entre 1994 e 2000 foi de formação e consolidação, impulsionadas pelo sucesso das novelas exibidas na época. A fase de estagnação ocorreu de 2000 a 2005. Mas desde então, o mercado segue crescendo por conta da moda do sertanejo universitário.

“A marca também veio para quebrar o estigma de que roupa country não era simplesmente calça modelo cowboy cut, camisa xadrez e chapéu. Veio para mostrar uma linha mais casual, simplesmente usando poucos elementos que reportassem ao segmento”, diz Najib.

A cidade de Barretos, no interior de São Paulo, é um exemplo desse crescimento consistente. Segundo o gerente do escritório regional do Sebrae, Rogerio Volpini, a Festa do Peão atrai todos os anos 1 milhão de pessoas para o município. “A festa é uma oportunidade de negócios, mas durante todo o ano a região recebe mais de 5 mil turistas por semana, principalmente por ter essa vocação de economia sertaneja”, afirma.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional de Rodeio (Cnar), Roberto Vidal, ainda há oportunidades para pequenas empresas prosperarem no setor. “Existe muito espaço e uma demanda de certa forma reprimida. Mas o empreendedor deve ser uma pessoa organizada e que ofereça produtos modernos e de qualidade.”

A empresa de chapéus Pralana sabe da importância da qualidade. A empresa nasceu na cidade de Limeira, em 2000, a partir da aquisição das máquinas e equipamentos da centenária Companhia Prada Indústria e Comércio. De acordo Riva Baroni, gerente de vendas e marketing da companhia, 25% da produção anual de 1,5 milhão de peças pertencem à linha country.

A marca é referência entre os sertanejos e trabalha com a linha de chapéus licenciados da dupla Fernando e Sorocaba e do cantor Daniel, por exemplo.

:: Oportunidades ::

Vestuário

A moda country não se resume a camisa xadrez, calça jeans e chapéu. A Tassa também investe em produtos mais despojados.

Calçados

Bruno Mantovani faz sucesso com sua linha personalizada com couros exóticos – a maioria das vendas é para homens.

Estrutura

Há espaço para serviços com qualidade em eventos, nas áreas de alimentação, acomodação, transporte e sanitários.

Eventos

As duplas sertanejas despertam cada vez mais interesse e assim ajudam a impulsionar as casas de shows e festas pelo Brasil.

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