Adriano Faleiros
Adriano Faleiros

Pequeno empresário reduz otimismo para o terceiro trimestre

Índice que mede a confiança da pequena e média empresa aponta leve queda para os próximos três meses; 36% dos empresários esperam por um aumento na procura por financiamento para o período

Renato Jakitas, Estadão PME,

27 de junho de 2012 | 11h55

O Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN), que reflete as perspectivas dos empresários do setor, registrou uma leve queda para o terceiro trimestre deste ano. O indicador alcançou 74,1 pontos. No segundo trimestre, o índice de confiança era de 75 pontos em uma escala de 0 a 100. A pesquisa é trimestral e feita em parceria entre o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) e o banco Santander.

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Embora em queda, para Danny Claro, professor do Insper, o resultado ainda não significa que o pessimismo tenha se instalado no setor. Segundo o pesquisador, o empresário demonstra-se mais otimista para os próximos três meses do que estava, por exemplo, em igual período do ano passado. “No terceiro trimestre de 2011, o índice de otimismo era de 72,3 pontos, quase dois pontos abaixo do registrado agora”, afirma.

O estudo envolve 1,2 mil empresas das cinco regiões do País. São ouvidos empresários dos três principais setores da economia – comércio, serviço e indústria – e que faturam até R$ 30 milhões por ano.

Pesquisa. Entre as questões analisadas pelo IC-PMN, foi registrado queda na confiança em relação ao desempenho da economia (71,2 pontos contra 74,3 no segundo trimestre), sobre a expectativa de faturamento (79,6 contra 79,4) e investimentos (72 contra 71,3).

“A pesquisa revela que a economia pode não estar acelerando como os empresários gostariam, mas a expectativa para o segundo semestre é boa. O índice com 74,1 pontos é um indicador bom para a economia”, afirma Cesar Fischer, superintendente executivo de Pequenas e Médias Empresas do Santander.

De acordo com o levantamento, as empresas mais impactadas com a queda da confiança são as que se enquadram no segmento de serviços, saindo de 75,3 pontos para 73,7. “Os números indicam que tem desaceleração no radar para o próximo trimestre”, destaca Fischer.

Já o comércio, registrou baixa de 0,9 pontos (de 74,6 para 73,7). O segmento industrial, por sua vez, apresentou uma reação no que tange a expectativa do empresário, com alta de 75,3 para 76,1 pontos.

Crédito. Outro destaque do levantamento diz respeito à redução dos juros encampados pelos bancos para as empresas de pequeno e médio porte. Segundo Cesar Fischer, a medida já apresenta eficácia no setor. Dos empresários entrevistados, 36% afirmaram que pretendem contratar financiamentos em instituições bancárias. “Esse dado aponta para um possível aumento no apetite por crédito para o terceiro trimestre”, aposta o executivo.

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