Pequenas sobem no ranking

Pequenas sobem no ranking

Avianca e Azul aparecem com os melhores índices para PMEs

O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 06h00

Após dois anos de aperto, o setor de aviação civil no Brasil começa a dar sinais de recuperação, e é possível observar mudanças no posicionamento das companhias aéreas no mercado. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram alta de 2,2% em maio deste ano na demanda por voos domésticos, na comparação com igual mês de 2016, terceira alta do indicador após 19 meses de queda. A oferta também subiu, 2,9%.

Gol e Latam continuam dominando o mercado nacional, com 35,1% e 32,4% da demanda em maio, respectivamente, mas os valores representam queda de 4% e 6,1% na comparação com o mesmo mês de 2016. Já a Azul alcançou participação de 18,9% e a Avianca chegou a 13,1% da demanda doméstica. Ausente entre as três empresas melhor avaliadas em Companhia Aérea na pesquisa Escolha PME publicada em 2016, a Avianca aparece nesta edição já no topo do ranking. Com 78 de índice, a empresa é seguida de perto pela Azul, com dois pontos a menos.

Serviço bom leva Avianca ao topo 

A Avianca, melhor companhia aérea na pesquisa, tem investido em serviço e atendimento. Entre os diferenciais, Tarcísio Gargioni, vice-presidente da Avianca Brasil, cita o lanche quente gratuito a bordo e a classificação A da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o espaço entre as poltronas. “Temos o mesmo avião da concorrência, mas o nosso tem 12 poltronas a menos, o que resulta em mais espaço.”

Outro foco da Avianca é o investimento em tecnologia e inovação. A companhia tem novo site e um aplicativo para o cliente pesquisar trechos, emitir bilhetes e fazer check-in, entre outros recursos. A bordo, a empresa começou a oferecer acesso à internet. Por enquanto, o serviço é gratuito, e a expectativa é de que 80% da frota da empresa esteja preparada para oferecer esse recurso até dezembro deste ano.

A Avianca está ampliando as rotas internacionais e atende 23 destinos no Brasil. Gargioni destaca que, em 2016, o mercado de voos domésticos perdeu quase oito milhões de passageiros, em relação a 2015, mas que a Avianca cresceu 15%. “A estratégia é manter a qualidade do produto. Em época de crise, o cliente fica mais seletivo na hora de escolher.”

Fidelização e canal especial

Para Sami Foguel, vice-presidente de clientes da Azul, investimentos em pessoal podem ajudar a explicar a boa imagem da empresa, segundo lugar tanto em satisfação quanto em objeto de desejo. “Não terceirizamos a interface com o cliente, trabalhamos com tripulantes próprios, nosso call center não é de terceiro. Investimos muito em treinamento, tanto na parte técnica, quanto na comportamental.”

Para PMEs, a Azul tem um canal de atendimento especial. Por e-mail, WhatsApp e videoconferência, um consultor dá orientações sobre planejamento de rotas e preços. “Grandes corporações têm todo um sistema de booking, agências por trás. O pequeno empresário não costuma ter alguém para cuidar só disso.”

Com 27% das citações, a Latam é a primeira em objeto de desejo. Segundo Igor Miranda, diretor de vendas, marketing e e-commerce da Latam Airlines Brasil, o cliente percebe quando a companhia investe em melhorias e a reconhece por isso. Entre as vantagens da empresa, ele cita a malha aérea (cerca de 140 destinos em 25 países), um “competitivo programa de fidelização” e “bilhetes com preços que se ajustam a cada necessidade”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.