Acervo pessoal
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Pequenas indústrias do Grande ABC puxam crescimento em São Paulo

Pesquisa do Sebrae-SP em parceria com a Fundação Seade mostra crescimento de 6,3% no faturamento das micro e pequenas empresas do Estado, já descontada a inflação

Mateus Apud *, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2019 | 17h10

Há 16 anos, as irmãs Andréa e Paula Salvaia decidiram empreender no ramo de moda e fundaram a empresa Joaninha Brasil, no Grande ABC. Operando com uma fábrica que abastece três lojas físicas, localizadas em Santo André, São Bernardo do Campo e São Paulo, o empreendimento vende diversos modelos de biquínis. Após alguns anos enfrentando um crescimento estagnado, as empreendedoras apostam neste ano como o melhor na história da empresa.

“As vendas aumentaram muito no primeiro semestre deste ano e esperamos um aumento ainda maior para o segundo. Como meu produto é sazonal, dezembro representa 40% do faturamento anual. Temos a expectativa de que esse seja nosso melhor ano”, afirma Andréa. Segundo ela, a fábrica cresceu 32% no primeiro semestre deste ano (em relação ao mesmo período do ano anterior) e a expectativa é que cresça 40% até o fim do ano.

A Joaninha Brasil é um caso que ilustra bem a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada em parceria com a Fundação Seade com 1,7 mil proprietários de micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado no primeiro semestre. Enquanto o PIB brasileiro cresce a passos lentos, com alta de 0,4% no segundo trimestre do ano (em relação ao primeiro trimestre), o faturamento dos micro e pequenos empreendimentos paulistas fechou o primeiro semestre de 2019 com incremento de 6,3% no faturamento, já descontada a inflação do período.

A alta foi puxada pelos pequenos negócios do setor da indústria, que tiveram acréscimo de 15,8%, seguido pelo comércio (5,4%) e pelo setor de serviços (4,2%). Em relação às regiões do Estado, o maior crescimento no faturamento foi registrado no Grande ABC, na região metropolitana da capital paulista, com 11,8%. Já a receita total das MPEs paulistas nos primeiros seis meses do ano somou R$ 403,4 bilhões.

“A receita das micro e pequenas empresas é muito influenciada pelo consumo interno. Os números mostram uma tendência de retomada desse consumo. Por isso, recomendamos aos empreendedores que se planejem para reduzir os riscos e para, eventualmente, aproveitar um segundo semestre mais promissor”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Wilson Poit.

Enquanto as MPEs registraram crescimento, os microempreendedores individuais (MEIs) do Estado, no entanto, fecharam o semestre com uma baixa de 0,7% no faturamento. Foram entrevistados 1.000 MEIs para a pesquisa, e o pior resultado ficou com o comércio, com queda de 3,3%; MEIs da indústria registraram crescimento de 1,8%.

* Estagiário sob a supervisão do editor de Economia, Alexandre Calais

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