Washington Alves/Estadão
Washington Alves/Estadão

Pequena empresa aposta no tradicional chá com bolinhas que faz sucesso na Ásia e Europa

Empreendedoras de Minas Gerais vendem no País o bubble tea, sucesso na Ásia e também na Europa

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

31 de maio de 2013 | 07h12

Com bolinhas coloridas que dão um ar divertido à bebida, o bubble tea é a aposta de três empreendedoras de Belo Horizonte. Luiza Leite e suas filhas, Isabel e Iris Ramadas, investiram R$ 900 mil para abrir a IS Bubble Tea e começam a crescer por meio de franquias.

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Se por um lado a marca tem a seu favor um produto novo, que desperta a curiosidade do consumidor, por outro, o desafio da empresa hoje é justamente popularizar o negócio. “O brasileiro não tem costume de tomar chá, mas a aceitação está sendo positiva”, afirma Iris, diretora de marketing da marca.

Criada em Taiwan, a versão original da bebida leva chá preto com leite e pérolas de tapioca. A diretora explica que o bubble tea é famoso na Ásia desde os anos 80, mas começou a fazer sucesso na Europa há três anos. A rede também adaptou os sabores e acompanhamentos para o consumidor brasileiro.

A escolha do produto envolve três fases. O primeiro passo é definir a base: água, chá preto ou verde. Em seguida, o consumidor faz a opção entre 15 sabores, desde leite até sucos.

O último passo é escolher as bolhas ou o acompanhamento: a tradicional pérola de tapioca, as bolhas que estouram na boca e são chamadas popping boba (uma espécie de suco encapsulado) ou a jelly (nata de coco com consistência de gelatina).

“Na Ásia, por causa da vida corrida, eles buscam coisas práticas e reuniram no copo a bebida e a parte mastigável. É uma sensação diferente, gostosa. Não estamos acostumados com isso”, destaca Iris. A bebida é servida em um copo de 500 ml e custa R$ 8,90.

O primeiro investimento das empresárias foi o IS Frozen Yogurt, no início de 2010. Com uma identidade visual marcante, a rede começou a despertar o interesse de possíveis franqueados. “Resolvemos aderir ao modelo em 2011, mas o frozen yogurt já estava estourado. Perdemos o timing”, conta Iris.

A saída foi pesquisar novas oportunidades de negócio. “Passei um mês e meio na Europa e conheci o bubble tea. Vi que era um negócio novo e não existia no Brasil. No começo de 2012, fui para Taiwan pesquisar sobre o produto e fazer contato com fornecedores”, explica Iris.

A primeira loja foi aberta em dezembro do ano passado, em Belo Horizonte. A rede inaugurou mais uma unidade na capital mineira e duas em Campinas, no interior de São Paulo. Já existem sete lojas em processo de abertura e a estimativa é fechar o ano com até 50 unidades. No plano de expansão, a rede trabalha com três modelos. O quiosque exige investimento de R$ 115 mil e uma loja, de R$ 220 mil. No modelo corner (loja dentro de loja), o investimento é de R$ 90 mil.

Na avaliação do professor de pós-graduação da Fundação Armando Álvares Penteado, Antônio Sá, a empresa tem, pelo menos, dois desafios. O primeiro vai ser a experimentação, convencer o consumidor a provar o produto diferente.

“As pessoas tendem a buscar coisas diferentes, novos sabores”, pontua. Passada a novidade, o segundo desafio é cair no paladar brasileiro. “Fazer o produto se perpetuar como algo que as pessoas vão querer consumir no dia a dia”, diz.

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