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Peixe ornamental é alternativa para fugir de concorrência no mercado pet

Alta margem de lucro e carência de empresas no setor são oportunidades para o empreendedor

Renato Jakitas, Estadão PME,

09 de setembro de 2013 | 06h30

A aposta em nichos é uma tradição para empresários que buscam sobrevivência dentro de segmentos competitivos. Daí não ser  um espanto a segmentação cada vez maior observada no mercado pet brasileiro, um ramo que, neste ano, deve faturar R$  15,4 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

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Com 60 mil petshops em funcionamento no Brasil, sendo a metade deles em São Paulo, uma opção que começa a ganhar força é o de negócios especializados em peixes ornamentais e no hobby do aquarismo.

De acordo com dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2012 a exportação de peixes para criação em aquários e  similares chegou a US$ 9 milhões. Em 2007, o faturamento foi de US$ 5 milhões. Entre 2007 e 2012, o valor unitário  médio para peixes ornamentais teve valorização de 744%. O grande exportador foi o Pará, que respondeu por 73% do  faturamento. O Amazonas é o estado campeão por unidade, com 89% das vendas.   

"O mercado de peixes ornamentais e de aquarismo é um grande negócios", afirma o consultor de gestão, inovação e  marketing para o mercado pet, Sergio Lobato. “Existe uma oportunidade também para animais silvestres, como pássaros  e répteis. Mas eu destaco o aquarismo por conta da margem de lucro da área, que é muito grande, e a legislação, que  é mais branda que no casos dos pássaros", observa Lobato.

Um exemplo de que fatura nesse mercado é o da paulistana Daniela Motta,da Aqualife, que ela mantém com o marido há  um ano e quatro meses. Dona de um petshop, ela se interessou pelo mercado de peixes por conta da rentabilidade do  setor, que segundo ela chega a 80% na venda das espécies.

Desde o início, Daniela importa os peixes dos Estados Unidos e da Ásia, uma operação que custou a ela um  investimento de R$ 80 mil.

“Como a lei não nos permite pegar esses peixes em nosso litoral, temos de importar. Mas é muito bom negócio,com  margens líquidas de até 80%”, conta.

Marcio Waldman, do petshop virtual PetLove, também destaca as altas margens que o nicho oferece. Ele, no entanto, chama a atenção para uma dificuldade que o interessado no setor deve se preparar para a enfrentar: a carência de opções, tanto em fornecedores, quanto em fabricantes.

"Peixe é um mercado muito grande, mas não é muito desenvolvido como em outros países. Você viaja para feiras de pets nos Estados Unidos e na Ásia e existem pavilhões e pavilhões dedicados aos peixes. Aqui, tanto a quantidade de produtos, como a quantidade de fornecedoras é muito pequena. Mas é um mercado que tem potencial. Só que ainda não é maduro", diz.

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