Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE

Pedidos de comida japonesa estão em alta e serviço pode ser aposta para empreender

Confira cotidiano de quem está se dando bem com o segmento de entregas

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

01 de março de 2013 | 13h21

 Os pedidos de sushis, sashimis e temakis pelo delivery começam a ganhar espaço. Estudo da GS&MD – Gouvêa de Souza mostra que o número de consumidores que pedem comida japonesa em casa subiu de 1% em 2010 para 15% dos entrevistados em 2012. De olho nessa demanda, a franqueada da rede Yoi!, Luciana Cozza Cerqueira, intensificou o trabalho de divulgação do serviço em sua área de cobertura, que fica no bairro Higienópolis, em São Paulo.

Há um ano, o número de pedidos por mês oscilava entre 100 e 200. Atualmente, a média é de 400. Para ganhar clientes, a franqueada distribuiu panfletos, treinou funcionários e também instalou uma placa luminosa na frente do restaurante com o telefone do delivery.

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Mas nada disso adiantaria se o serviço não fosse bem feito pela franquia. “É um ponto delicado. O funcionário que atende as ligações precisa ser paciente para lidar com os consumidores, que muitas vezes ficam indecisos com a variedade de temakis”, pontua Luciana.

Outra preocupação é com a equipe de entregadores. “Uma pessoa de confiança faz a diferença. É preciso ser educado e ter agilidade”, completa a franqueadora. A rede Yoi! tem 35 unidades, 15 delas têm o serviço de entrega. “O delivery é implantado de forma gradual, conforme o amadurecimento da loja. É uma opção do franqueado porque exige uma reestruturação da loja”, explica um dos sócios da Yoi!, Rodrigo Prado Escobar.

A meta da rede de comida japonesa é chegar a 60 unidades em 2013 e 80 lojas até a Copa do Mundo de 2014. Para abrir um restaurante, o investimento médio é de R$ 200 mil. “Temos um público cada vez mais jovem. Com a entrada do temaki no cardápio, houve uma democratização da comida japonesa”, afirma Rodrigo Escobar.

Já a rede Click Sushi começou como delivery, mas passou também a atender os consumidores na loja. Para os responsáveis pelo empreendimento, o atendimento deve mesmo ser tratado como um dos pontos mais importantes do sistema de entrega de alimentos.

“Entendemos que a venda é realizada também na entrega. Quem tem o contato com o cliente é o entregador. Além de uma boa recepção na hora do pedido, é importante que a entrega seja feita com muita qualidade, caso contrário, não repetimos a venda”, afirma o diretor da rede, Luís Renato Bischoff.

Quando a Click Sushi começou, o empresário precisou ainda criar embalagens específicas para transportar os alimentos. “Em 2009, fomos até um fornecedor para desenvolver um barquinho de papelão. Fizemos muita coisa do zero.”

Para 2013, a expectativa é ter 40 unidades e faturamento acima de R$ 14 milhões. Mas tudo com muita calma, como manda a própria filosofia oriental: “Quem entrega comida japonesa entrega qualidade, não quantidade”, pondera o diretor do empreendimento.

Pedido online

A mobilidade e a tecnologia têm alterado a forma como os consumidores fazem os pedidos para receber a comida em casa ou no escritório. O telefone fixo ainda é o principal meio, mas o celular e a internet registraram crescimento significativo.

De acordo com estudo da GS&MD – Gouvêa de Souza, 82% dos entrevistados fizeram o pedido pelo telefone fixo em 2012. Mas o celular já foi usado por 61% dos consumidores no ano passado – ante 41% em 2010. Já o uso da internet cresceu de 1% para 14%.

Atenta ao movimento, a rede China in Box inaugurou, há dois anos, um canal para pedidos no site. “Do total de pedidos, 10% são feitos pela internet. Acredito que quando iniciarmos uma campanha de divulgação, esse número chegará em 50% em dois anos”, diz o fundador da rede, Robinson Shiba.

Para quem não tem uma plataforma própria, o mercado conta com sites especializados. No caso das franquias, o contrato pode ser fechado com toda a rede ou apenas por unidades.

Um desses sites é o Restaurante Web. Dos 2 mil restaurantes cadastrados, 15% integram redes de franquias.

“O delivery acaba atuando como auxiliador no dia a dia corrido que todo mundo tem, principalmente nos grandes centros (urbanos)”, observa Juliana Barbiero, diretora de marketing do Restaurante Web – a plataforma registra aproximadamente 100 mil pedidos por mês.

Já no iFood, dos mil estabelecimentos cadastrados, 62 são franquias. Na avaliação do CEO do iFood, Felipe Fioravante, a principal vantagem da plataforma é a facilidade. Do lado do consumidor, é possível visualizar várias opções de comidas no aplicativo do celular. Já a vantagem para o restaurante é aumentar o faturamento sem precisar investir em uma plataforma própria.

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