Reprodução/FastCompany
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Peça forra o chão do banheiro, armazena até 95% da água do banho e se transforma em galão

Composto por quatro peças montáveis, o Gris retém água que pode ser reaproveitada

Estadão PME,

03 de fevereiro de 2015 | 17h09

Algumas regiões do Brasil têm sofrido o período de seca mais rigoroso dos últimos anos. Moradores de Estados como São Paulo, pouco habituados à "restrição hídrica", precisaram reduzir drasticamente o consumo de água para postergar o que parece ser inevitável: o racionamento.

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Entre deixar de lavar a calçada e manter um estoque de água mineral em casa, um dos maiores desafios neste tipo de economia é o reaproveitamento da água do banho, que cai pelo ralo repleta de produtos e impurezas do corpo. O designer Alberto Vaquez, do estúdio Igen Design, acredita ter construído uma solução acessível para a questão: uma estrutura que armazena até 95% da água que cai do chuveiro.

O Gris é composto por quatro peças montáveis com um leve declive no centro. A água que cai é afunilada e preenche os quatro recipientes simultaneamente. As células podem ser desmontadas e carregadas de forma individual, e a água, usada para regar plantas, lavar calçadas e quintais ou reaproveitada para o vaso sanitário.

Vasquez tem ascendência húngara e colombiana e cresceu em um vilarejo em que a água era preciosa, por isso sentiu na pele desde cedo os efeitos da falta de água. "Quando uma pessoa toma banho lá, levam um balde junto. Minha ideia é usar o mesmo processo, mas de uma forma mais eficiente. Os baldes armazenam em torno de 30% da água. Meu dispositivo consegue guardar até 95%.", explicou ao portal FastCompany. "Não é apenas um problema ecológico, é um problema social também. E causa muito conflito."

O engenheiro produziu um protótipo, mas ainda busca financiamento para levar o produto ao mercado. Ele imagina que o preço para o varejo fique em torno de US$ 20 e US$ 40, o mais acessível possível para o público.

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