Divulgação
Divulgação

Paulistano fatura espalhando food bikes por estações do metrô

Marco Joseph, à frente do Circuito Natural de Rua, pretende chegar ao fim do ano com 100 bicicletas em 25 pontos diferentes da cidade

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2017 | 06h00

Os olhares paulistanos mais atentos já devem ter notado pontos estratégicos da cidade, como estações de metrô e parques, ocupados por bicicletas que comercializam desde simples doces até acessórios e bijuterias. A proposta do Circuito Natural de Rua, criada pelo empresário Marco Joseph, é transformar o negócio tipicamente itinerante das bikes em ponto de consumo em locais de fluxo intenso de pessoas.

O mecanismo de Joseph é semelhante ao de um franqueador. Ele oferece ao aspirante a empreendedor a bicicleta, em sistema de comodato, já equipada para operar como um negócio e o ponto comercial. O produto que será vendido fica a cargo do empreendedor, que como contrapartida, deve pagar R$ 5 mil por mês pelo uso dos veículos. A perspectiva do empresário é terminar o ano com um faturamento de R$ 500 mil e por volta de 100 bicicletas espalhadas pela cidade. 

"Se eu disser que hoje uma bike dentro de uma estação do metrô fatura R$ 40 mil você acredita?", brinca Joseph. "Para fazer um truck, gasta-se em média R$ 250 mil. Com esse dinheiro, quantas bikes ao custo de R$ 20 mil eu posso fazer? Uma frota", calcula.

Como muitas outras ideias de negócio, criar o Circuito Natural de Rua foi uma questão de sobrevivência para Marco Joseph. Desempregado há dois anos após seu estabelecimento, um bar na região de Pinheiros, falir, o empreendedor investiu R$ 1,8 mil para customizar uma bicicleta. Conseguiu vendê-la pelo dobro do aporte e, assim comprou duas novas bikes.

"Estou levando a demanda ao encontro do público. Faço o mercado vir até o empreendedor", define Joseph. 

Ambicioso, Marco quer chegar a pelo menos dois outros Estados até o fim do ano que vem e aposta todas as fichas do sucesso no conceito que criou para o Circuito. Ele avalia que a ideia 'moderna' de comida itinerante, já consolidada em países como Estados Unidos, foi implementada no Brasil de forma equivocada e, por isso, projetos que demandaram grandes esforços financeiros, como os food parks, não vingaram.  

"As pessoas não saem das suas casas para ir a um food park. Ele deve ser um local de passagem e não de destino", pontua. "Food park não é evento, é uma opção gastronômica para as pessoas", pondera Joseph.

Tudo o que sabemos sobre:
Estados UnidosPinheirosBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.