Felipe Rau/AE
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Participação das micro e pequenas empresas na criação de empregos bate recorde

Índice de 97,4% é o mais alto para um mês de agosto desde 2003, segundo presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto

ESTADÃO PME,

10 de outubro de 2012 | 15h24

A participação das micro e pequenas empresas na geração de empregos no País bateu recorde no mês de agosto. De acordo com o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, o índice de 97,4% é o mais alto para um mês de agosto desde 2003, pelo menos. No total, as MPEs foram responsáveis pela criação de 98.283 das 100.938 vagas, segundo análise realizada pelo Sebrae com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

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O setor de serviços foi o que mais gerou vagas, com 49,8%. Comércio (29,5%), construção civil (18,7%) e indústria de transformação (16,2%) aparecem em seguida. De acordo com a Agência Sebrae de Notícias, a Fruto Bom Comércio de Alimentos, de Curitiba, é uma das empresas que contribuíram para os números positivos. Em dois anos, a empresa contratou oito funcionários, sendo que a última vaga preenchida foi de supervisor de vendas, em agosto. E ainda há duas vagas abertas, uma para vendedor e outra para estoquista.

A Fruto Bom atuava como fornecedora para grandes redes de supermercados, mas resolveu mudar o foco dos negócios para o comércio porta a porta. “Pensava em mudar o foco porque os custos estavam muito altos”, afirma, em nota, o proprietário Robinson Carlos Franco. Atualmente, quatro furgões percorrem os bairros de Curitiba e vendem 209 itens, como refeições congeladas, lanches prontos, verduras, legumes e frutas.

Faturamento

O faturamento das micro e pequenas indústrias paulistas no primeiro semestre foi modesto, na avaliação do Sebrae-SP. O indicador apontou uma alta de 2,6% nos seis primeiros meses do ano em comparação com igual período de 2011. O número ficou abaixo do registrado dos setores de serviços e comércio, que registraram aumento de 10,3% e 7,2% respectivamente. 

Na avaliação do consultor e economista do Sebrae-SP, Pedro João Gonçalves, uma combinação de fatores explica o resultado do setor. “A indústria tem uma maior dependência de financiamento, sofre com a concorrência de produtos importados por causa do real valorizado frente ao dólar e enfrenta problemas de competitividade. Esses elementos contribuíram para os resultados considerados fracos em relação aos demais setores”, afirma em nota.

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