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‘Parques não podem ser reféns dos prefeitos’, alerta dirigente

Especialista condena dependência dos zoos de verbas públicas e não vê guinada para a iniciativa privada

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo,

17 de dezembro de 2014 | 07h14

De cada dez parques de animais, oito e meio são públicos, de ONGs ou fundações. Desses, 56% são municipais. Um problema para Yara Barros, atual presidente da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil (SZB). Salvo raras exceções, ela diz que a manutenção desses empreendimentos na esfera pública não combina com o nível de exigências operacionais do ramo, que carece de estrutura para os animais e equipamentos para o visitante. Confira trechos da entrevista.::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

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Há uma tendência em curso por zoológicos privados?

Eu não vejo isso no Brasil. A tendência é que eles sejam municipais, como é o caso de 56% deles. Desses, 82% não podem sequer cobrar ingressos.

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Como é que um negócio desses sobrevive assim?

Zoológicos não podem ser reféns dos prefeitos.Por que existem tão poucos empreendimentos privados? Provavelmente devido aos zoológicos ruins públicos. Eu reconheço que existem zoológicos horríveis, que deveriam ser melhorados ou fechados, isso é uma responsabilidade do governo.

Mas como negócio, trata-se de uma operação viável?

É viável porque eles estão abertos, em operação por aí. Agora, não é como um museu de cera que abriu aqui em Foz do Iguaçu, que quanto acabou o expediente é só apagar as luzes. Um zoológico continua consumindo, os animais precisa comer, ficam doentes e demanda muita gente empregada. No zoológico, você precisa sair correndo de sua casa de madrugada porque um animal está em trabalho de parto. É como se fosse um hospital e tem trabalho toda a semana, 24 horas por dia.

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