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Parceria com grandes empresas pode ajudar

Empreendedor brasileiro precisa conhecer a região para não fracassar ou já atuar como fornecedor de transnacionais

Renato Jakitas, Estadão PME,

06 de agosto de 2013 | 06h41

Quinze das 60 transnacionais brasileiras contam com plantas físicas na África, segundo levantamento realizado pela Fundação Dom Cabral em 2012. São companhias que atuam com mineração, construção civil e implementos agrícolas. 

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Para o professor Sherban Leonardo Cretoiu, coordenador do estudo, os pequenos e médios negócios que atuam na cadeia de valor dessa grandes corporações são os que atualmente reúnem as melhores condições para operar diretamente no continente. Segundo ele, porém, o mercado não esta fechado para os demais empreendimentos, administrados por conta e risco do dono da empresa.

“Eu diria que a África é uma tremenda oportunidade para quem está na cadeia de valor das transnacionais. Algumas companhias têm projetos estruturados para levar seus fornecedores para o exterior”, conta Cretoiu. “Mas não quer dizer que essa seja a única forma de atuar na região. Ter um sócio ou um agente local, por exemplo, é uma alternativa”, pontua.

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Álvaro Ferraz é um exemplo dos empresários que souberam aproveitar do contrato de fornecimento com grandes corporações e, por isso, expandiram seus negócios para o outro lado do Atlântico.

Ele é sócio da Diagonal, que há 23 anos trabalha com estudo e implementação de projetos que ajudam a reduzir o impacto de obras de infraestrura no meio ambiente, incluindo nesse trabalho as comunidades atingidas. Atualmente, ele mantém cinco operações em atividade na África, a maior delas em Moçambique, em virtude do trabalho de extração de minérios da Vale na região. “É um negócio representativo para a empresa e, daqui para a frente, apostamos parte de nosso crescimento nisso”, conta Ferraz, que também tem projetos em atividade em Angola.

Agente. Márcia Werle, por sua vez, não tem contato firmado com nenhuma grande empresa com atuação no continente. Dona da Biotechnos, ela criou e patenteou usinas compactas de biodiesel que usam como insumo o óleo de cozinha. As plantas, com 10 por 15 metros quadrados, geram energia suficiente para abastecer entre 15 e 20 casas por dia. 

“É um produto que tem muito mercado na África, onde a energia elétrica não chega a muitas vilas. Mas como não conhecemos o mercado, estamos prospectando a região com um agente contratado, um representante local”, diz Márcia.

Romy Giovanazzi, que do Brasil comanda uma consultoria na área da saúde em Luanda, Angola, reforça a opinião de Márcia. “Você pode ter um produto bom, dominar a área. Mas se não tiver um sócio local, não vai dar certo.”

Mapa. Com uma população de 1 bilhão de habitantes, o mercado de consumo na África é avaliado em 326 milhões de pessoas, número estimado de integrantes da classe media local.

Para o Brasil, os principais mercados parceiros são, segundo monitoramentos do Ministério do Desenvolvimento, Egito, África do Sul, Nigéria, Argélia e Angola. Moçambique, sobretudo pela atividade da mineração brasileira, também é destaque.

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