The New York Times
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Para sempre na memória: 2014 foi o ano em que Steve Jobs foi lembrado como nunca

O legado do gênio criador da Apple foi citado inúmeras vezes no decorrer do ano

ESTADÃO PME,

30 de dezembro de 2014 | 07h16

Cofundador da Apple, morto em 2011 aos 56 anos por um câncer pancreático, Steve Jobs foi lembrado como nunca em 2014. Conhecido por ser dono de uma personalidade um tanto quanto peculiar, principalmente quando precisava tratar de negócios, Jobs tinha uma maneira heterodoxa de buscar seu referencial de excelência, como chegar ao escritório de chinelos e não se prender a horários.

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Essas habilidades foram lembradas pelo primeiro empregador de Jobs nos anos 1970, o fundador da Atari Corporation, Nolan Bushnell. Em uma palestra de lançamento do livro “Finding the next Steve Jobs”, na HSM ExpoManagement 2014, o empreendedor afirmou, em uma crítica ao modelo convencional de recrutamento, que "Steve Jobs não seria contratado por 90% das empresas no mundo” atualmente.

Bushnell refletiu sobre o modelo de gestão que não valoriza e aproveita todo o potencial e talento de mentes inovadoras, como a do ex-presidente da Apple. “Há muitos Steve Jobs trabalhando para vocês sem vocês saberem”, disse para a plateia de executivos presentes no evento.

No ano de lançamento do iPhone 6 Plus, os usuários, que como sempre encararam filas quilométricas e preços estratosféricos pela nova versão do aparelho, começaram a constatar que a nova versão, de tamanho um pouco maior que o convencional, entortava. Era 'flexivel'. A notícia caiu como uma bomba.

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Como Jobs planejava sua rotina matinal

Jobs e a Atari

O suco de laranja mais caro do mundo

Steve Jobs não demorou a ser lembrado na ocasião. Diante do perfeccionismo característico com que via os lançamentos da Apple, isso aconteceria se o líder ainda estivesse à frente da empresa? Provavelmente não. Jobs se preocupava até com a caixa dos seus produtos, imaginem com a eventual 'flexibilidade' dos aparelhos feitos para serem resistentes.

Para reforçar a ideia de que o executivo possuía uma maneira única de vivenciar experiências, um artigo escrito pelo jornalista Nick Bilton para o The New York Times revelou que o acesso dos filhos de Jobs a equipamentos eletrônicos, inclusive aqueles idealizados pelo pai, era limitado. Bilton contou, à época, que em uma conversa com Jobs sobre o iPad, o jornalista perguntou se os filhos do chefão da Apple adoravam o produto.

A resposta de Jobs causou surpresa ao jornalista: “Elas (crianças) não usam. Nós limitamos o quanto de tecnologia nossos filhos acessam em casa”, afirmou o empreendedor. A publicação do artigo causou surpresa até para aqueles que se diziam conhecedores da excentricidade do fundador da Apple.

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