Robson Fernandjes/Estadão
Robson Fernandjes/Estadão

Para conquistar relevância, empreendedor precisa fazer mais com menos

Peterson Oliveira pediu ajuda para a irmã para começar o negócio

Estadão PME,

13 de agosto de 2014 | 06h54

O administrador Peterson Oliveira prepara-se para inaugurar, no começo de setembro, a Mr. Brown Brazil, uma hamburgueria localizada em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. Mas como o dinheiro está curto, Oliveira pediu ajuda da irmã, Lilian, para começar o empreendimento. “Com certeza, um profissional da área sairia mais caro. Sei que com minha irmã vou poder reduzir o custo sem perder a qualidade”, afirma.

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Trabalhar com parentes, uma atitude típica de quem começa uma pequena empresa, é uma forma de driblar os gastos iniciais. Para Martinho Isnard Ribeiro, da FEA, quem está começando não deve mesmo agarrar-se a formalidades. “Comece faturando na empresa de um amigo, use a sua casa como escritório, chame pessoas da família para trabalhar com você, peça para sua mãe quebrar um galho de secretária”, afirma. “Ter familiares na empresa significa 50% menos gasto com encargos trabalhistas, é uma vantagem.”

Mesmo assim, como o volume de vendas pode ser menor, o empresário precisa tomar cuidado com margens de lucro e capital de giro. Marco Aurélio de Sá Ribeiro, do Ibmec, aconselha o empresário a contar com uma reserva financeira boa, de preferência de 6 a 10 meses, para os períodos mais difíceis.

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Outra recomendação dada pela maioria dos especialistas é a de procurar fugir dos financiamentos oferecidos. “A não ser em modalidades onde o juro é menor, como carros, imóveis e bens de capital”, afirma Tales Andreassi, da FGV.

A negociação com fornecedores também pode ser uma boa forma de evitar apertos, lembra Isnard. “Se por acaso você não pode fazer o pagamento do mês, vale a pena negociar com o fornecedor um prazo de dois meses e ter 5% de juros ao invés de entrar no cheque especial e pagar 8%”, recomenda. 

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