Amanda Perobelli|Estadão
Amanda Perobelli|Estadão

Para cliente não perder tempo, empresas fazem a curadoria

Soluções que atendem necessidades do consumidor e das pequenas empresas ganham importância; negócios gerenciam atendimento

Roberta Cardoso, ESPECIAL PARA O ESTADO

30 de agosto de 2017 | 08h59

Quantas vezes você ficou impaciente para saber se o delivery com o seu jantar estava chegando? Ou então, se viu desistindo de ligar para reclamar que o pedido chegou frio? Ou ainda lamentou que o seu restaurante preferido não faz entregas? São situações comuns que até pouco tempo atrás pareciam difíceis de serem resolvidas. Porém, o comércio evoluiu tanto que as soluções para consumidores e pequenos negócios não tardaram a surgir.

LEIA TAMBÉM: Atendimento e agilidade cativam o cliente online

O SpoonRocket, delivery rápido que faz entregas para restaurantes que não têm esse serviço, chegou ao Brasil com a proposta de facilitar a vida de consumidores e estabelecimentos. A empresa, nascida no Vale do Silício, foi comprada pelo Grupo iFood e desde 2016 opera em São Paulo.

Para o consumidor, trata-se de um aplicativo em que o usuário pode fazer o pedido do prato do seu restaurante favorito e acompanhar até a chegada em casa. Para os estabelecimentos, ele pode ser uma solução muito mais em conta do que montar uma estrutura de entregas.  

De acordo com o presidente executivo do SpoonRocket, Roberto Gandolfo, a ideia de trazer o negócio para o Brasil surgiu quando eles vislumbraram o sucesso do aplicativo em São Paulo. “Fazemos uma curadoria dos restaurantes. A ideia é trabalhar com estabelecimentos reconhecidos pelo consumidor e que ainda não têm serviço de delivery. Para eles, significa que cuidamos de tudo. O pedido chega a nossa central e comunicamos o restaurante. Eles preparam o prato e, quando encerram, já há um motorista esperando.” 

O cliente, segundo Gandolfo, também pode acompanhar o trajeto do seu pedido. “A nossa tecnologia permite o acompanhamento de tudo desde o registro do pedido.” Mesmo com a possibilidade de ver toda a operação sendo feita, ele aponta que o atendimento na central do SpoonRocket não descuida dos clientes. “Se você pediu um delivery é porque quer praticidade. Tudo tem de funcionar perfeitamente: da embalagem a temperatura dos pratos.”

Os cuidados da empresa também estão voltados às principais reclamações da categoria: embalagens e temperatura. “Não somos o delivery da pizza. Nossa proposta é levar uma refeição, sobremesas, pratos reconhecidos e restaurantes também. Eles chegam com a mesma qualidade dos servidos nos locais.”

Na última edição do RestaurantWeek, o SponnRocket movimentou R$ 500 mil em três semanas. De acordo com a empresa, os restaurantes que fazem parte do aplicativo também estão conseguindo aumentar em até 50% o faturamento.

A evolução não está restrita ao segmento de alimentação. Ela permeia todo o universo de comércio eletrônico. Só neste ano, segundo o relatório Webshoppers feito pelo Ebit, o e-commerce foi responsável por mais de 50 milhões de pedidos. O tíquete médio foi R$ 418 por cliente. 

Vitrine. Acompanhar o avanço da tecnologia e também do comportamento dos clientes pode ser determinante para a sobrevivência de um negócio. O empreendedor Guilherme Wroclawski, 33 anos, estava atento a isso quando criou o SaveMe, inicialmente uma plataforma de vendas por meio de cupons. Quando vendeu sua startup para o Buscapé, continuou trabalhando nela. Em um evento ainda em 2012, ele conheceu um estudante que estava desenvolvendo um agregador de blogs de moda, o Modait. Wroclawski gostou tanto do negócio que o comprou e levou para a empresa.

“Fomos trabalhando o Modait e ele foi crescendo. De agregador de blogs virou um e-commerce com conteúdo e há dois meses viramos um marketplace com curadoria”, conta o hoje presidente executivo da empresa.

As mudanças, segundo o empreendedor, serviram para perceber o potencial do negócio. “O nicho de moda tem características muito peculiares. As pessoas não querem só comprar. Elas querem informações, querem saber o que vestir em determinada ocasião para só depois fazer as compras.”

As necessidades dos usuários foram levadas em consideração. E hoje há um conteúdo exclusivo para quem acessa a plataforma. O canal de atendimento também ganha muita atenção. Os usuários não esperam mais do que 30 minutos para receberem uma resposta. “Temos uma central para atendimento que funciona 24 horas, 7 dias por semana.”

Segundo Wroclawski, implantar a cultura do bom atendimento é a chave para o sucesso e para aumentar as vendas. “Muita gente acha que esse canal é só para reclamações. Mas não é. Muitas ideias surgem das dúvidas dos usuários e também das sugestões. Até mesmo observando as reclamações você consegue identificar procedimentos que podem ser melhorados.” 

Tudo o que sabemos sobre:
EmpreendedorismoTecnologia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.