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Para chegar lá como um novo franqueado

Marcas nessa faixa oferecem retorno de até R$ 15 mil ao mês

Estadão PME, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2016 | 07h00

No mercado de franquias, a cartilha do investidor ensina logo no início a equação do desembolso versus a lucratividade. A mensagem é a de que o retorno do empresário está intimamente relacionado ao seu apetite para colocar a mão no bolso. Posicionada dentro de uma faixa intermediária de investimento, as oportunidades dentro da carteira de franquias que pedem desembolso entre R$ 200 mil e R$ 300mil geralmente remuneram o empreendedor, quando à frente de um negócio maduro e bem estabelecido, numa faixa líquida de R$ 5 mil a R$ 15 mil ao mês, obtendo o retorno do investimento inicial estimado em 30 ou 36 meses, também na média de mercado. 

O leque de opções para quem quer empreender é amplo e tem marcas com atuação no segmento de comércio e de serviços especializados. Nesse sentido, o leque de opções vai desde uma unidade da marca tradicional de maquiagem Contém1g até a doceria Fini Guloseimas. Por se tratar de um perfil de negócio que ainda oferece ao investidor uma rentabilidade que oscila entre baixa e média, é grande o número de franqueados que desenha um plano de progressão respaldado, principalmente, na aquisição gradual de mais unidades, tanto de uma mesma marca como de outras empresas do mercado, inclusive concorrentes. 

Segundo a ABF, 68% das redes possuem no Brasil franqueados com mais de uma unidade. Dessas, 28% das lojas são administradas por ‘multifranqueados’ – nome que se dá para quem tem franquias de mais de uma marca. “As empresas incentivam o crescimento da base entre seus franqueados, principalmente agora em que se trabalha com margens menores”, conta o diretor de inteligência de mercado da ABF Claudio Tieghi.

Negócios disputam parceria

O interessado que contar com paciência e disposição para garimpar oportunidades encontra nessa faixa de investimento oportunidades já maduras e testadas pelo mercado, assim como algumas novidades promissoras no segmento. Tão diversificada quanto as opções de investimento é também o perfil dos candidatos que se propõem a investir a quantia entre R$ 200 mil e R$ 300 mil em um negócio. 

As marcas sabem disso e no passado atraiam basicamente profissionais de nível médio e gerencial em busca de uma segunda fonte de renda ou como alternativa ao desemprego. Atualmente, os executivos de franqueadoras negociam com pais em busca de negócios para seus filhos e também conversam com candidatos que aplicam na estruturação de um empreendimento as economias de uma vida.

“Atendemos todo o tipo de candidato. Não existe um perfil homogêneo”, conta Antonio Carlos Nasraui, dono do Rei do Mate, um exemplo de marca tradicional e que oferece opções dentro dessa faixa de valor. A rede conta hoje com 330 franquias e tem planos de acrescentar 25 novas unidades em sua base ainda neste ano. “Nossa expansão ano a ano tem se mantido em 25 franquias”, conta. “Estamos apostando em pontos alternativos para nossas lojas hoje em dia, como hospitais, academias, clubes e grandes lojas”, conclui o empresário.

Segundo Nasraui, a tradicional marca está aberta para novos franqueados, embora concentre sua expansão entre as pessoas que já são parceiras. “A gente procura gente de fora. Mas, em nossa empresa, 67% do nosso crescimento médio é de nossa base atual de franqueados”, complementa.

Do interior de São Paulo, a Clinicão Veterinária ilustra a categoria de negócios novos que se apresentam como promessas no disputado segmento de franquias. 

Facilidades. Voltada para o atendimento clínico, banho e tosa de animais de estimação, a rede iniciante pretende se posicionar como uma opção de investimento para veterinários ou interessados em investir no ramo, mas que não querem se preocupar com a gestão de caixa, definição de marcas para o portfólio de serviços e negociações com fornecedores. “Veterinário quebra porque não entende de negócios”, disse Monique Rodrigues, fundadora da nova rede.

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