Para alavancar as vendas, é preciso fortalecer laços com o cliente

Para alavancar as vendas, é preciso fortalecer laços com o cliente

Empresas que promovem contato constante entre a marca e os consumidores têm mais sucesso

Matheus Riga, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

06 de março de 2018 | 16h45

Aumentar as vendas é um dos objetivos principais dos empreendedores para este ano. De acordo com o estudo “Expectativas dos pequenos negócios para 2018”, realizado pelo Sebrae, 67% dos 5.867 empresários de micro e pequenas empresas entrevistados pretendem adotar medidas para estimular as vendas de seus produtos e serviços. Para alavancar esse consumo, especialistas apontam que construir e solidificar um relacionamento saudável entre a companhia e o cliente é fundamental.

O sentimento de pertencimento é o fator mais relevante nessa relação. Para criar essa sensação, as empresas geralmente relacionam o consumo de seus produtos e serviços a um estilo de vida, como diz o consultor de marketing do Sebrae de São Paulo, Adriano Augusto Campos. “Nós, seres humanos, precisamos conviver em grupo. Está no nosso DNA”, afirma. “Quando se compra um determinado item, isso faz o comprador sentir que ele se aproxima de um grupo de pessoas que têm o mesmo pensamento.”

Na tentativa de gerar esse propósito no público e promover seus produtos e serviços,   27% dos negócios que adotarão medidas para impulsionar seus resultados  investirão em propaganda como principal estratégia, em 2018, segundo o Sebrae. Dentro dessa perspectiva, o chefe do departamento de marketing da ESPM, Marcelo Pontes, diz que destinar verba para a área de comunicação é essencial. “A importância da comunicação reside em não só se fazer conhecido, mas também em se fazer desejado”, afirma. “Só fazendo essas ações as pessoas saberão que você faz, porque faz e onde está." Segundo Pontes, dificilmente um consumidor compra de empresas que não possuem nenhuma referência.

Mas não basta ser apenas conhecido. De acordo com Pontes, ter um bom atendimento ao cliente e um produto de qualidade não é mais um diferencial, mas apenas um pré-requisito. Sendo assim, é necessário ir além. “A diferença entre uma boa experiência e uma má experiência com a marca está nos detalhes”, afirma. Ter empatia e entender o que o consumidor deseja, segundo o chefe de marketing da ESPM, é o primeiro passo para pensar em estratégias para encontrar as pequenas diferenciações perante a concorrência.

Para Campos, do Sebrae, as empresas precisam pensar em ações de marketing que entreguem ao cliente momentos de distração, ou informação. “A companhia tem de alguma maneira se relacionar com o cliente”, diz. “Ela pode pensar em diminuir o preço dos produtos, dar brindes, mudar a decoração da loja, promover eventos e experimentações." O intuito final, segundo o consultor, não é só vender, mas também criar o laço entre as duas pontas.

O diretor de marketing e conteúdo do Insper, Silvio Laban, também diz que a melhor forma de construir pontes é ser relevante e presente. “É necessário ter obsessão de ficar em contato constante com os seus clientes e com o mercado, sempre de olho nos movimentos da concorrência.” A ideia, segundo Laban, é criar esse diálogo com o público para ajustar constantemente o produto e, assim, proporcionar mais satisfação.

Redes sociais

As redes sociais, como o Facebook e o Instagram, têm sido ferramentas muito utilizadas para estabelecer contato entre empresas e clientes. Segundo o estudo “Social Media Trends 2018”, da Rock Content, startup especializada em marketing digital, de 1.278 representantes de companhias entrevistados, 62% deles consideram que as plataformas digitais têm papel importante para o seu negócio.

Independentemente do segmento do negócio, a presença nas redes sociais é essencial, de acordo com Campos. “Participar, seja no Facebook ou no Instagram, é uma forma de dar uma chance de pessoas encontrarem o empreendedor”, diz. A tendência do consumidor é, segundo o consultor de marketing, sempre pesquisar, ou ver com conhecidos, o que é a empresa e como funciona o seu serviço.

Com uma estratégia bem definida nas redes, os frutos podem ser positivos para a empresa. “A pessoa vai ler e ver que a empresa é engajada, está ligada e atenta, o que dá uma referência para quem não o conhece e que existe um propósito por trás da empresa”, afirma o consultor de marketing do Sebrae.

No entanto, é necessário ter cautela. “Se a pessoa não tiver familiaridade com a ferramenta, pode acabar sendo um tiro no pé”, afirma Laban. Estar preparado para utilizar as redes sociais, segundo ele, é fundamental, já que essas plataformas exigem das empresas que elas mantenham um diálogo e respondam constantemente os comentários dos seus clientes. “Se não conseguir manter essa constância, aquilo que era para ser uma vitrine da empresa, acaba funcionando como um cemitério da relação com o cliente”, afirma.

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