André Dusek/Estadão
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Para Afif, apesar de crescimento chinês, pequenos não contam com benefícios fiscais no Brasil

Mordida da Receita Federal, estados e municípios junto às micro e pequenas empresas cresceu 7,23% em 2014

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo,

02 de fevereiro de 2015 | 16h57

O ano de 2014 foi particularmente oneroso para o empreendedor. Enquanto o Fisco anunciou uma queda total da arrecadação de 1,9% no período, a mordida da Receita Federal, estados e municípios junto às micro e pequenas empresas cresceu 7,23% em igual período.

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Para o  ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, o resultado é um indicativo de que "o andar de cima não presta atenção no que acontece no andar de baixo da economia", numa alusão de que as políticas voltadas para os pequenos negócios não acompanham a relevância do setor na economia.

"As (empresas) que mais receberam incentivos fiscais foram as que menos empregaram. Enquanto as que menos receberam, foram as que mais empregaram. Portanto, temos que ter um olhar muito especial sobre os pequenos”, disse Afif, que tenta emplacar no Congresso um projeto para aumentar as faixas contempladas pelos Simples Nacional, regime diferenciado de tributação que atualmente abarcar empresas com faturamento anual bruto de até R$ 3,6 milhões.

Para o ministro, apesar do "crescimento chinês", como ele chama o avanços do faturamento nas micro e pequenas, que acumula uma alta média próxima a 7% na primeira gestão de Dilma Rousseff, faltam incentivos.

“Mesmo com esse crescimento importante, as MPEs continuam recebendo menos incentivos para continuar a crescer. É preciso que se olhe para o andar de baixo da economia, que é a micro e pequena empresa”, disse Afif.

 

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