Wilton Júnior/Estadão-25/6/2020
Wilton Júnior/Estadão-25/6/2020

Pandemia corta empregos em 1/3 das pequenas empresas em maio

Pesquisa global do Facebook em parceria com OCDE e Banco Mundial aponta que pequenos negócios no mundo todo se viram forçados a demitir para continuar funcionando

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2020 | 15h29

Em maio, uma em cada três pequenas empresas no mundo foi forçada a demitir funcionários para continuar funcionando durante a pandemia do novo coronavírus. É o que mostra uma pesquisa enfatizando o quão forte a pandemia afetou a economia mundial.

Cerca de 26% das empresas de pequeno e médio porte pesquisadas pelo Facebook, em parceria com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial, fecharam entre janeiro e maio de 2020. A pesquisa foi feita com mais de 30 mil líderes de pequenas empresas de mais de 50 países.

Das que continuavam operando quando foi realizado o levantamento, entre 28 e 31 de maio, quase duas em cada três citaram a queda nas vendas nos 30 dias anteriores em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Para enfrentar o que o estudo chamou de “desafio de toda uma vida”, um terço das empresas de menor porte que ainda estavam operando durante a pesquisa informaram ter reduzido sua mão de obra.

“A pandemia não é somente uma emergência de saúde pública, mas também uma crise econômica que vem atingindo as empresas de pequeno e médio portes de uma maneira excepcionalmente dura”, diz o relatório.

Essas pequenas e médias empresas com página no Facebook foram consultadas na primeira de uma série de coleta de dados de seis meses com o fim de examinar o impacto da pandemia sobre elas.

A pandemia do coronavírus forçou governos em todo o mundo a adotarem medidas de lockdown, paralisando a atividade econômica e levando algumas economias para a recessão. O Fundo Monetário Internacional (FMI) previu em junho uma contração de 4,9% da produção global em 2020.

Segundo o levantamento feito, setores focados no consumo foram os mais afetados, com 54% das agências de turismo e 47% das pequenas empresas que operam nos setores de hotelaria e eventos com as atividades encerradas à época da consulta.

Mais empresas lideradas por mulheres foram fechadas em comparação com aquelas conduzidas por homens.

“Não só uma proporção maior de líderes empresariais mulheres operando microempresas sem nenhum empregado, mas pequenas empresas dirigidas por mulheres também se concentram nos setores que foram mais afetados pelas medidas de lockdown”, indica o estudo.

/ REUTERS, Tradução de Terezinha Martino

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