André Lessa/Estadão
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Paixão por bicicletas vira negócio de sucesso e que pode faturar R$ 3,5 milhões em 2012

Empresários investiram R$ 700 mil na reforma da loja Bike Tech em São Paulo e esperam faturar R$ 3,5 milhões em 2012

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

13 de novembro de 2012 | 06h30

O casal de atletas Daniela e Caetano Zammataro levou a paixão por bicicletas para os negócios e aliou o conceito de sustentabilidade para inaugurar a nova loja da Bike Tech Jardins, em São Paulo. O novo espaço utiliza piso de madeira de demolição, tem um sistema para os produtos químicos não atingirem a rede de esgoto e conta com um serviço de bike fit – uma consultoria para ajustar a bicicleta para cada cliente. Em 2011, a empresa faturou R$ 2,8 milhões e espera atingir R$ 3,5 milhões em 2012.

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Foram investidos R$ 700 mil na reforma da nova Bike Tech. A antiga loja funcionava no imóvel ao lado da nova instalação, em uma garagem que foi se adaptando ao comércio e oficina de bicicletas. “Queríamos um espaço melhor e resolvemos fazer uma mudança radical em uma loja que vai marcar uma mudança no cenário da bicicleta nacional”, afirma Caetano Zammataro.

Além das preocupações com o meio ambiente, a loja investiu em tecnologia e instalou tablets para os clientes consultarem as informações sobre o estabelecimento, produtos e calendários de eventos.

A empresa comercializa bicicletas a partir de R$ 1,9 mil e sentiu um aumento no número de usuários. “As ciclovias e ciclofaixas mostraram que é possível pedalar em São Paulo. Isso fez o movimento tomar força”, afirma Zammataro, que promove toda terça-feira um passeio noturno pela capital.

O empresário, de 46 anos, anda de bicicleta desde criança, mas teve a paixão despertada aos 30 anos, quando foi pedalar com um amigo e começou a competir downhill, uma modalidade de ciclismo. Ele chegou a ficar em segundo lugar na Descida das Escadas de Santos em 2006 e levou o vice-campeonato paulista em 2008 e 2009. O esporte só foi se unir aos negócios em 2005, quando Zammataro deixou o cargo de diretor em uma companhia aérea para empreender.

No início, a ideia era montar uma revista, mas o projeto não deu certo. “Começou a bater um desespero e surgiu a oportunidade de comprar a loja. Como a revista deu errado, a loja era o caminho mais próximo para eu estar perto de uma bicicleta”, diz.

Ele investiu R$ 180 mil na compra da empresa e aprendeu a lidar com os negócios no dia a dia. O resultado foi um salto no faturamento logo no primeiro ano de nova administração, de R$ 380 mil para R$ 700 mil.

“A loja é a nossa vida. Casamos em 2008, em um sábado. Trabalhamos até meio-dia, casamos, saímos de lua de mel e na terça-feira já estávamos atrás do balcão. Somos um time que deu certo”, afirma Zammataro, que não se arrepende de ter largado a vida de executivo. “Ganho menos do que quando trabalhava como diretor, mas estou totalmente realizado”, completa.

Caminho certo. Na avaliação da professora de marketing da HSM Educação, Marcia Auriani, a loja segue duas tendências. A primeira é investir no conceito de sustentabilidade e conseguir mostrar isso para o cliente. “O consumidor percebe quando o conceito está no DNA da marca, e não só no discurso. Esse tipo de atitude é muito bem vista no mercado”, afirma.

A outra tendência está no próprio negócio de venda de bicicletas, que segue a linha da busca pela qualidade de vida e prática esportiva, além do uso da bicicleta como meio de transporte.

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