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País precisa aumentar produtividade do setor de serviços, diz Meirelles

Para o ex-presidente do BC, Brasil precisa se tornar mais competitivo no cenário global

Ricardo Leopoldo, Agência Estado,

08 de dezembro de 2011 | 17h42

 O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles afirmou nesta quinta-feira, 8, que um grande desafio para a economia brasileira no curto e médio prazos é elevar o grau de produtividade, especialmente no setor de serviços. "Com a estabilização econômica, conquistada nos últimos anos, houve um avanço expressivo na geração de empregos que melhorou a renda da população, o que também foi proporcionado por programas sociais. Esta foi a primeira fase. Agora o próximo estágio é elevar a produtividade da economia para que o Brasil seja mais competitivo", afirmou Meirelles, durante palestra "Visão dos riscos e oportunidades de negócios, considerando o cenário nacional e global", na capital paulista.

De acordo com Meirelles, o avanço da estabilidade econômica nos últimos anos fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) registrasse uma expansão, em média, pouco abaixo de 5% de 2004 a 2010, enquanto cresceu em menos da metade desse patamar entre 1991 e 2003, quando registrou média de 2,1% de expansão. Segundo ele, o combate à inflação e a expansão de renda da população por meio de inserção social, aliados ao fortalecimento das contas externas, permitiram avanços expressivos da economia nacional. "Precisamos avançar ainda mais, mas o padrão atual é bem melhor do que no passado, e isso precisa ser lembrado", disse.

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De bom humor, Meirelles citou que esteve há um ano em uma reunião do Banco Central Europeu e viu que diversas autoridades da instituição, além de outros organismos, fizeram inúmeras avaliações sobre a crise, seus desafios e soluções. Na ocasião, ele afirmou ser interessante que autoridades de países desenvolvidos estivessem assumindo um papel central no debate sobre crise econômica estrutural. "No passado, eu era a fonte de preocupação. As pessoas me olhavam e pensavam: 'O que o problema vai falar agora?' Mas a situação se inverteu", comentou.

"Hoje quando falamos em crise primeiro temos que destacar as dificuldades que estão ocorrendo no mundo. No caso do Brasil, vemos que a economia está indo bem, a crise já nos afeta mas temos condições muito boas para superá-la, como fizemos em 2008", disse, ressaltando que, naquele período, o Brasil foi um dos últimos países a entrar em recessão e um dos primeiros a sair dela.

Meirelles afirmou que uma das provas de que a economia do País avançou nos últimos anos é o aumento de 22% para 47% do estoque de crédito como proporção do PIB. Segundo ele, esse indicador mostra um avanço expressivo, mas não se caracteriza como um patamar preocupante a ponto de levar a bolhas. "Nos Estados Unidos, há vários números que mostram que esse indicador atinge patamares bem mais altos, pois um dos mais baixos naquele país atinge a marca de 157% do PIB", afirmou.

Na avaliação dele, a concessão de crédito no País vai continuar avançando nos próximos dois anos, porém com velocidade moderada. Hoje vários analistas preveem que a concessão de crédito para pessoas físicas registre incremento de 15% a 20% em 2011.

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