ApBus/Reprodução
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Sistema para pagar ônibus com cartão de crédito começa a ser testado em SP

Tecnologia, desenvolvida por uma empresa paulista, entrou em funcionamento em uma linha de ônibus que interliga a cidade de Diadema ao bairro do Brooklim

Vitor Tavares, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2016 | 14h48

Um nova tecnologia para o pagamento da passagem de ônibus está sendo testada em São Paulo a partir desta segunda-feira, 17. Inédita no Brasil, ela chega com o objetivo de tirar os usuários das filas de bilheterias e de aparelhos de recarga e passar a oferecer o pagamento via cartão de crédito, com a tecnologia "contactless" (sem contato) - que funciona apenas com a aproximação do cartão à máquina específica.

O sistema desenvolvido pela Autopass, que já gerencia o cartão de pagamento de transporte intermunicipal BOM, e será testado em 10 ônibus da linha 376 (Diadema/Brooklin), da empresa Metra, que atende a zona sul de São Paulo e a região metropolitana.  "Não achamos que é uma concorrência ao bilhete único por exemplo . A gente só está oferecendo uma nova opção àquele usuário que paga em dinheiro, a esse nicho, que hoje representa 30% no Brasil", disse o presidente da Autopass, Rubens Gil Filho. 

Para usar a máquina, os usuários precisam ter o cartão com a tecnologia específica contactless. Operadoras, em parcerias com os bancos, já fornecem cartões do tipo - para indentificá-los, é preciso verificar se há três antenas desenhadas na frente do produto, um símbolo semelhante ao do sinal do Wi-Fi. Parceira da Autopass no projeto, a Mastercard tem planos de emitir nos próximos meses cerca de 1 milhão de cartões com o serviço. O sistema também foi desenvolvido em parceria com a Stone, empresa que processa pagamentos eletrônicos.

A máquina instalada nos ônubus funciona tanto com cartão de crédito, débito ou pré-pago. De acordo com a Autopass, o sistema foi inspirado no que funciona em Londres, na Inglaterra, desde 2012. "Estamos privilegiando a rapidez, a virada de catraca em menos de 3 segundos e também na segurança, que vamos aprimorar nos 30 dias de teste", contou Gil Filho.

O projeto tem um investimento total de R$ 36 milhões e passará por análise após um mês de operação, junto à Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), para tratar de eventuais falhas no aparelho. Em janeiro, a tecnologia deve chegar a outras linhas da capital paulista.

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