Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Padronização continua a ser o principal problema para o segmento de sites que vendem roupas

Associação Brasileira de Normas Técnicas faz padronização, mas indústria não é obrigada a segui-lá

ROBERTA CARDOSO, ESTADÃO PME,

28 de março de 2012 | 06h19

 O volume de compras de roupas e calçados pela internet poderia ser ainda maior se o consumidor não esbarrasse em um complicador importante: a falta de padrão dos tamanhos das roupas. “A venda por catálogo fica mais difícil quando o cliente não tem certeza se vai receber um produto adequado ao seu corpo”, explica Natan Sztamfater, sócio-fundador da CookieWeb, agência especializada em e-commerce.

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O grande gargalo que impede o crescimento mais acelerado do segmento exige dos empresários a elaboração de alternativas criativas e práticas para não perder potenciais clientes. Afinal, até mesmo as lojas virtuais de grande porte esbarram nesse mesmo problema. “Passamos a oferecer a centimetragem das roupas para facilitar a compra”, explica Malte Huffmann, diretor de marketing e um dos fundadores da Dafiti, que está entre as principais lojas virtuais de moda do Brasil. A centimetragem nada mais é do que o site informar ao potencial cliente, por exemplo, quantos centímetros tem de cintura uma calça à venda. Ou o tamanho do busto de uma blusa.

A alternativa também é utilizada por outros sites que atuam no ramo. “Até mesmo em uma loja física o cliente está sujeito a encontrar grandes diferenças de largura e comprimento em roupas de diferentes marcas. Oferecer a centimetragem minimiza a dúvida que ele terá em relação ao tamanho”, analisa Mariana Meleiro, uma das sócias da loja virtual OQVestir.

De acordo com a empreendedora, se houvesse padrão de tamanho para as roupas, as pessoas teriam menos receio de comprar esse tipo de produto sem experimentá-lo.

Para solucionar esse problema, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) pretende ainda neste ano finalizar um estudo com sugestões para a padronização de tamanho das roupas masculinas. Em 2011, a associação fez o mesmo com peças infanto-juventil.

O próximo passo será definir medidas para modelos femininos. O problema é que a adesão às normas por parte da indústria é voluntária. Se houver interesse das confecções, o comércio virtual de moda e acessórios será o principal beneficiado. “Podemos dividir a forma de comprar roupas pela internet em duas partes: a feita por impulso e a realizada depois de muita pesquisa”, explica Cris Rother, diretora de negócios da e-bit. “Hoje, os consumidores de classes mais baixas pesquisam sobre o produto na internet e vão até lojas físicas para experimentá-lo antes de efetuar a compra online. A tendência é eliminar esse passo, fazendo com que ele compre diretamente pela internet.”

Por isso, vale tudo para chamar a atenção do consumidor. Segundo Sztamfater, da CookieWeb, com R$ 100 mensais o empreendedor contrata o serviço de empresas que cuidam da divulgação da marca nas redes sociais.

Existem maneiras, ainda, do empresário filtrar o público e elaborar anúncios publicitários específicos. “É interessante pesquisar por pacotes de divulgação, geralmente cobrados por números de cliques e que custam entre R$ 0,30 e R$ 0,50.”

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