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Otimismo marca discurso do setor de beleza durante Encontro PME

Aposta em nichos e diversificação foram as formas de superar a estagnação apontadas pelos empresários presentes no evento

Estadão PME,

19 de março de 2015 | 10h22

 

Apesar do cenário de estagnação que afeta a economia como um todo no País, empreendedores que atuam no segmento de beleza estão otimistas com relação ao desempenho do setor no decorrer de 2015. E o que vai determinar a superação dos desafios impostos pelo cenário adverso previsto, é a experiência que os varejistas já possuem em enfrentar períodos de crise.

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"Nascemos em um mercado pequeno. Estamos acostumados a trabalhar com dificuldades e sermos criativos para superar os desafios", disse Pedro Prellwitz, sócio-proprietário do site de produtos de beleza Men's Market, durante  o 12º Encontro Estadão PME que acontece nesta quinta-feira (19), no Bourbon Shopping, em São Paulo. Em 2014, a empresa de e-commerce teve um faturamento de R$ 7 milhões.

Wilson Minami, diretor-executivo da rede Sumirê, tem observado os efeitos da crise refletirem no fluxo de clientes que frequenta as lojas da marca e comenta que é fundamental que os empreendedores se preparem para passar pelo período de estagnação com menos danos. "Toda empresa está sujeita ao mercado interno, mas 70% [do esforço] depende da gente. Se entrarmos desanimados nos negócios, a empresa estará fadada ao fracasso", explicou.

Alexandre Serodio, fundador da Beleza na Web, indica que sua empresa adotará como estratégia de superação o otimismo diante da turbulência econômica, mostrando que nem sempre a cautela é o caminho nestes momentos. "Sou um eterno otimista. Agora é o melhor momento de fazer melhor aquilo que já fazemos. Temos a obrigação de superar as dificuldades", disse o empreendor ao fim do primeiro módulo do evento, que tratou do tema "Como vender produtos de beleza hoje?". 

Para desviar dos obstáculos da crise, os empreendedores que participaram do evento apontaram como ferramenta de defesa a atuação com foco em nichos de mercado, ou seja, adotar planos de negócio que sejam construídos especificamente para necessidades de um grupo específico de clientes.

Quem apostou estratégia, e acabou se especializando, sairá na frente dos concorrentes. Foi o que aconteceu no caso do Buddha Spa, negócio que praticamente inaugurou o conceito de spas urbanos no Brasil - antes, o mercado era restrito ao tratamento de perda de peso.

"O mercado não tinha esse conceito de spa urbano, era muito mais de perda de peso. A gente, então, migrou para o conceito de spa urbano, agregando yoga, pilates, outras atividades relacionadas ao conceito de tratamento estético e relaxamento", conta Gustavo Albanesi, sócio da empresa.

Já Clélia Angelo, proprietária da Surya, marca de cosméticos veganos - produtos quie não são testados em animais e nem utiliza insumos de origem animal - e de um spa, o Espaço Surya Brasil, conta que seu segmento, por não contar com concorrentes diretos, sofre menos com as variações da economia. "A crise nos afeta muito menos", diz.

Além da aposta em nichos de mercado, outra forma de conseguir receita em tempos de crise é diversificar a atuação do negócio, apontam os empresários que estiveram presentes no evento.

Celso Kamura, notável profissional da beleza do País, expandiu os serviços de seus salões - frequentados, inclusive, por artistas e celebridades - para outro perfil de público. Ele criou para este ano o conceito de salão express, com serviços mais rápidos e baratos. "Quero alcançar o máximo de classes sociais que for possível. Toda mulher tem o direito de se sentir bem, com produtos de qualidade", disse o empreendedor.

O último bloco do Encontro PME contou a com a participação de Leila Velez, sócia da marca Beleza Natural, e de Edna e Lucy Onodera, mãe e filha à frente da clínica de estética Onodera. Sobre os desafios de manter um negócio familiar em expansão, ambas destacam que é preciso balancear a presença dos familiares na gestão.

"A Beleza Natural nasceu de uma maneira muito inusitada. Quando começamos, eu e o Rogério éramos noivos, e o Jair e a Zica casados. A gente foi chamando a família para ajudar e chegamos a ter 40 familiares no trabalho. Hoje não chegam a dez, na administração são três", afirma Leila. 

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