Sandra Betti aponta o que leva as pessoas a ficarem na zona de conforto
Sandra Betti aponta o que leva as pessoas a ficarem na zona de conforto

Os perigos da zona de conforto

A vida começa onde termina a sua zona de conforto!

Sandra Betti é sócia-diretora da consultoria MBA Empresarial,

06 de junho de 2015 | 07h15

A zona de conforto pode ser sedutora, irresistível, “familiar” e desastrosa. Pode ser definida como a nossa tendência a fazer o que é fácil, cômodo e conhecido, sem intenção de interromper ciclos viciosos e improdutivos ou de começar algo novo ou desafiador, que demande autodisciplina, motivação e comprometimento e que cause dispêndio extra de energia e nos tire da inércia.

A origem da palavra conforto vem do latim, cumfortare, e significa aliviar a dor ou a fadiga. Está associado a “um estado prazeroso de harmonia fisiológica, física e psicológica entre o ser humano e o ambiente”. É a nossa tendência de evitar os medos, a ansiedade ou algum tipo de desgaste. Tendemos a ficar num território onde podemos predizer e controlar os acontecimentos. Que pode garantir um desempenho constante, porém limitado e com uma pseudo sensação de segurança.

As causas mais frequentes que nos fazem ficar na zona de conforto são:

- Preguiça: Quando o indivíduo sente cansaço, falta de energia, apatia, desinteresse, depressão, ansiedade, culpa, desmotivação ou tudo ao mesmo tempo…

- Soberba: Quando ele não sente necessidade de aprender nada ou de aprimorar-se, por achar-se pronto, “brilhante” e perfeito (“síndrome do copo cheio”).

- Medo: Quando tem receio de enfrentar os próprios medos: medo do desconhecido, dos riscos, das incertezas, do que pode acontecer, de perder controle ou do que os outros possam pensar.

- Miopia: Quando não se têm claros os impactos e as consequências de algumas atitudes e comportamentos em nossas vidas, no médio e longo prazos.

E quais as consequências de ficarmos neste estado letárgico, reativo e confortável? Várias…

- Desperdício do próprio talento: que é um processo de auto-sabotagem… Apesar da pessoa ter muito potencial, não consegue otimizá-lo nem transformá-lo em performance (como uma mina de diamantes lacrada, inexplorada e improdutiva).

- Impactos negativos na carreira, na imagem e na empregabilidade: ao invés da pessoa ter uma carreira ascendente e bem sucedida, fica estagnada ou até involui profissionalmente.

- Pode acarretar prejuízos à saúde (sedentarismo, obesidade ou dependência química), ao intelecto (perda de memória, de raciocínio e de agilidade mental), à psique (imaturidade, dependência, insegurança e áreas cegas) e à dimensão espiritual (falta de altruísmo, de senso de propósito e da capacidade de ajudar as outras pessoas).

- Pode fazer com que invistamos pouco no nosso autodesenvolvimento, que está ligado a aprender, a mudar nossos comportamentos, a evoluir e a buscar nosso sucesso.

Para finalizar, algumas dicas para não ficarmos na nossa zona de conforto e sermos pessoas realizadas, equilibradas e bem-sucedidas :

- Sonhem grande!

- Sejam muito competentes e comprometidos em tudo que fizerem.

- Sejam muito curiosos, nunca parem de estudar e aproveitem ao máximo os cursos que fizerem;

- Leiam MUITO;

- Façam intercâmbio no exterior (trabalho ou estudo);

- Façam parte de alguma entidade na sua área/ faculdade/ sociedade;

- Fiquem completamente fluentes em inglês e espanhol;

- Preocupem-se com a imagem que projetam para os chefes, clientes, fornecedores, colegas, professores, etc;

- Pratiquem esportes coletivos/ aventura;

- Façam trabalhos voluntários;

- Administrem seu tempo e sua energia com sabedoria (prazer + dever);

- Tenham lazer muito saudável e gratificante.

*Sandra Betti é sócia-diretora da consultoria MBA Empresarial, especialista em Assessment Center, Identificação de Talentos, Desenvolvimento Gerencial  e Team Building.

Essas informações foram publicadas originalmente no portal da Endeavor.

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