Rafael Arbex | Estadão
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Os novos negócios estão preparados para gerar impacto social?

Em debate na Semana Pró-PME, Maure Pessanha, da Artemisia, e Ricardo Mastroti, da Bemtevi, debatem a mudança de mentalidade de muitos empreendedores, que visam resolver problemas sociais gerando lucro

Felipe Tringoni, especial para, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2017 | 13h48

Os negócios que geram impacto social são uma forte tendência no Brasil e em outros países em desenvolvimento, mas já uma realidade consolidada em nações como Reino Unido. O que falta para o ecossistema brasileiro chegar a esse nível? Pensando em como desenvolver empresas que geram mudança socioambiental e obtém lucros, a Semana Pró-PME recebeu para um debate na Unibes Cultural nesta sexta-feira, 27, Maure Pessanha, diretora executiva da Artemisia, e Ricardo Mastroti, co-fundador da Bemtevi.

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Segundo Pessanha, a Artemisia é "uma organização sem fins lucrativos e que trabalha com negócios que se propõem a resolver problemas da população de baixa renda: Educação, Saúde, Habitação, entre outros. "Nosso coração é identificar empreendedores de mente híbrida e apoiá-los no estágio inicial". Ela completa: "a Artemisia prepara o terreno para que organizações como a Bemtevi atuem na captação de recursos para esses empreendimentos."

"A Bemtevi nasce como um fundo de investimentos em negócios sociais. Buscamos recursos com investidores que visam causar esse tipo de impacto. A ideia é retornar para eles os valores aplicados após um período de quatro anos, deixando a empresa incentivada pronta para lucrar e gerar mudança", explica Mastroti.

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O desenvolvimento desse tipo de empreendimento depende de uma série de atores e fatores. "O empreendedor é a figura principal, mas são necessários muitos elementos para fazê-lo brilhar. Investidores, aceleradoras, intermediários, veículos de mídia." Mastroti lembra também do papel fundamental do Estado no fomento desse cenário. "Não se trata de desvalorizar a função do governo, mas de disseminar uma mentalidade diferente no cenário do empreendedorismo."

Para Maure Pessanha, "os debates têm se desenvolvido muito" e é cada vez mais clara – especialmente para as novas gerações – a percepção de que é possível "ganhar dinheiro e mudar o mundo." Mastroti adiciona: "São negócios que nascem para resolver um problema social com gestão e profissionalismo. E para ser um efetivo, ele deve ser lucrativo, parar em pé."

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