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Os músicos que transformaram bandas que tocam Beatles em verdadeiras pequenas empresas

Banda Zoombeatles se transformou em empresa com metas e faturamento

Renato Jakitas, Estadão PME,

25 de abril de 2013 | 18h20

 Reinaldo Almeida fez um curso técnico de mecânica de usinagem, mas nunca encostou em um torno para ganhar a vida. Bem longe da graxa, ele passa os dias entre ternos justos e capas psicodélicas – uniformes usados para encarnar no palco o personagem Paul McCartney, o papel que lhe cabe à frente da banda Zoombeatles.

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Líder do grupo, Reinaldo administra a empreitada com o profissionalismo de quem há 13 anos transformou uma banda cover em empresa estabelecida, com CNPJ, metas e faturamento. “Sempre tive a ideia fixa de montar a minha banda. Tentei alguma coisa de rock nacional, tocamos ainda hoje um trabalho autoral na música. Mas, profissionalmente, sempre foi apenas a Zoombeatles”, conta.

Ele e seus companheiros de conjunto fazem entre seis e oito shows por mês e são contratados por R$ 7 mil a R$ 8 mil – fora os custos de estadia, transporte e logística. “Encaro como um serviço específico, uma espécie de mão de obra especializada”, define o músico, que tem outros quatro sócios, todos integrantes do grupo, e diz embolsar, por mês, até R$ 3 mil.

“Embora a gente não faça planilha, temos as nossas metas. Para crescer, nosso plano é melhorar a gestão do negócio. A gente hoje trabalha com transporte terceirizado, sonorização terceirizada. É melhorar a gestão para gastar menos”, conta.

Lançada em 1976, a Beatles 4Ever aposta na estrutura de pequena empresa para manter-se viável, como explica o atual líder do grupo, Ricardo Felício, que desde 1980 interpreta o baterista Ringo Starr. Além do conjunto, a Beatles 4Ever administra uma loja que vende produtos da banda. “A gente emprega umas 18 pessoas”, explica ele, que não coloca os músicos na conta. “Eles são contratados por show e recebem um cachê”, detalha Felício, que fatura, por mês, R$ 100 mil.

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