Os erros e acertos de quem faz sucesso no segmento de bares e restaurantes

Grandes empresários revelam seus êxitos e também seus fracassos na condução de negócios relevantes no Brasil

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

24 de novembro de 2013 | 09h16

 

 

Quatro empresários, quatro realidades diferentes, mas algo – importante – em comum: trajetórias de sucesso. Marco Suplicy, da Suplicy Cafés Especiais, Elídio Biazini, da Dídio Pizza, Sergio Bueno de Camargo, da Cia. Tradicional de Comércio, e Arri Coser, responsável pelo sucesso da churrascaria Fogo de Chão e agora sócio da NB Steak, Hamburgueria Nacional e pizzaria Maremonti, compartilharam suas experiências com interessados em empreender ou que já atuam no setor de bares e restaurantes.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

E o principal conselho desses grandes empresários para o sucesso é simples. É preciso paixão pelo que se faz, sem esquecer do profissionalismo. Arri Coser, por exemplo, contou durante o Encontro PME que sempre fez negócios na hora certa – comprou, vendeu e expandiu no momento ideal. O empreendedor usou como exemplo seu maior êxito, a rede Fogo de Chão. O negócio começou em 1979, foi adquirido por Arri dois anos depois e totalmente remodelado nas décadas seguintes para então ser vendido para um fundo americano.

“Li o livro ‘Feitas para durar’ e o princípio que coloquei dentro do negócio sempre foi esse, o de empresas que possam durar mesmo depois que eu saio. Sempre brinquei: filho até os 10 anos tem que cuidar de tudo para ele. Entre 10 e 20, ele acha que sabe tudo. Mas dos 20 aos 30, se não deixar andar sozinho, vai estragá-lo. Negócio é assim, tem o tempo de maturação.”

Já o segredo da fórmula vencedora da Cia. Tradicional de Comércio é o profissionalismo, na opinião de Sergio Bueno de Camargo, um dos seis sócios do grupo que controla os bares Original, Pirajá, Astor, a pizzaria Bráz, entre outros. Mas a trajetória da empresa, segundo Bueno, também teve falhas: a aposta em um bar virtual, para criar uma comunidade de clientes, por exemplo, não deu certo.

Fracassos e êxitos são comuns na trajetória de qualquer empreendedor. No caso de Marco Suplicy, porém, o acerto ocorreu de saída, na proposta da sua rede de cafeterias. “O café passa por uma transformação grande, na forma de preparo, na apresentação, mas por trás disso tudo está o gosto do consumidor. Ele se interessa cada dia mais pelo café”, afirmou.

Mas se contar com uma proposta de negócio original ajuda, saber expandir é fundamental. E esse foi o maior erro de Elídio Biazini. “Perdi tempo, dinheiro. Achei que conhecia de franquia, mas não conhecia absolutamente nada”, disse.

:: O que eles pensam ::

Marco Suplicy, Suplicy Cafés Especiais

Como gestor de uma fazenda de café, Marco Suplicy foi buscar alternativas para se diferenciar. Desde o começo, sua aposta foi na qualidade. Mas o principal diferencial obtido pelo empresário foi aplicar, no País, o modelo de casas que vendiam cafés especiais com êxito no exterior. Uma dica de Suplicy para quem está começando a empreender é ter atenção total ao cliente. O tempo todo. “Ele quer saber o que está ingerindo”, analisou o empresário.

Sergio Camargo, Cia. Tradicional de Comércio

O empresário está por trás da operação dos bares Original, Pirajá, Astor, SubAstor, da Lanchonete da Cidade e das pizzarias Bráz e Quintal do Bráz. Com um negócio tocado a 12 mãos, Camargo alerta: cuidado com a sociedade pois essa escolha pode destruir uma empresa ou impulsionar seu crescimento. Outro alerta: preocupe-se com a equipe. "No fundo, nossos negócios são mão de obra intensiva. Dependemos muito da pessoa que faz a interface com o cliente."

Elídio Biazini, Dídio Pizza

O empresário enxergou uma oportunidade de profissionalizar o delivery de pizzas e deixou a área de tecnologia da informação. Chegou a ser chamado de maluco quando falou sobre seu projeto, há 20 anos, mas hoje ele tem três unidades próprias e mais 20 franqueadas – elas faturam juntas cerca de R$ 15 milhões. A dica de Biazini é ter paixão na condução do negócio. "Não é mais barriga no balcão, mas o coração. É preciso gostar muito do que faz e ter brilho nos olhos", disse.

Arri Coser, NB Steak e outros negócios

O empreendedor costuma comprar negócios, os remodelar e transformá-los em sucesso. Nenhuma empresa com a qual Arri se envolveu fechou as portas. “Em todas as que entrei, eu me dedico 100%. Meu papel como investidor em todas as áreas é de guardião para os números acontecerem”, disse. A dica de Arri Coser para quem pretende empreender é simples: “Escolha aquilo com que você tem mais afinidade ou tem um pouco de conhecimento.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.