Jussara Martins/Divulgação
Jussara Martins/Divulgação

Os desafios para vender vinhos pela internet

Wine, uma das maiores do setor, busca aprimorar processos e a logística; quem começa precisa atrair clientes e vinícolas

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

27 de maio de 2014 | 06h50

Um dos maiores desafios da Wine.com.br quando começou, em 2008, era instigar o consumidor a comprar vinho pela internet e convencê-lo a fazer isso por recorrência – a pessoa pagava uma quantia mensal para receber os rótulos em casa. Cinco anos depois ainda é importante conquistar clientes, claro, mas o desafio também é aprimorar os processos e a logística por meio do emprego de tecnologia.

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Por essa estratégia passa o plano da empresa: saltar de R$ 125 milhões de faturamento no ano passado para R$ 210 milhões em 2014. "O mercado ainda é muito pequeno e oferece espaço", afirma Rogério Salume, fundador do site. "Estamos investindo para melhorar processos, logística e a navegabilidade do site."

A empresa oferece mais de dois mil rótulos, tem um centro de distribuição no Espírito Santo e promete entregar os produtos em até três dias úteis. Só em 2014, o site já vendeu cerca de 2,5 milhões de garrafas.

Se o desafio da Wine é a logística, para quem pretende empreender nesse ramo há essa e outras barreiras, como revela o professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa. De acordo com o especialista, os novos empresários precisam ter acesso às vinícolas e criar laços com o cliente.

"Pode ser fácil entrar no mercado, mas difícil se manter", afirma. Como o segmento já tem um grande competidor, segundo Nakagawa, um caminho promissor é encontrar um nicho. "Oferecer itens diferentes ou especiais de pequenos produtores ou até mesmo diversificar a vitrine com outros tipos de bebidas, como o uísque, que ainda não tem muitas marcas no Brasil", sugere.

A Vinno, novata no segmento, enfrenta justamente esses desafios. A empresa, de São Caetano do Sul, abriu as portas em janeiro com R$ 480 mil de investimento próprio de quatro sócios. Um deles, Gustavo Wotte, afirma que o plano é faturar R$ 1 milhão até o final de 2014. O portfólio da Vinno conta com 220 rótulos, mas a expectativa dos proprietários é dobrar esse número ainda neste ano.

"Estamos contatando dois fundos de investimentos, com isso esperamos crescer até cinco vezes nos próximos anos e atingir um faturamento de R$ 5 milhões", afirma um dos fundadores.

Por enquanto, a empresa conta com 54 mil clientes cadastrados, sendo que 1,6 mil já compraram produtos e 540 fizeram mais de uma aquisição. O ticket médio, segundo Wotte, é de aproximadamente R$ 180. "Estamos recebendo de 400 a 500 pedidos por mês", diz. A empresa pretende lançar, no mês que vem, o seu clube de assinaturas.

Um dos pontos fortes da marca, segundo o empresário, é que a empresa já compra uma quantidade que permite trabalhar com preços "justos" para o cliente. "Conseguimos oferecer preços mais baixos porque compramos bem", afirma Wotte. Apesar de novata, a Vinno tem cerca de 60 fornecedores, entre vinícolas e importadoras.

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