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Oportunidade de negócios: mercado erótico cresce e já movimenta R$ 26 bilhões no País

Setor tem potencial para crescer e para ajudar  o segmento ocorre a partir do dia 22 a Erótika Fair

CRIS OLIVETTI, O ESTADO DE S.PAULO,

12 de março de 2012 | 10h44

Se às vezes é a vida que imita a arte, no caso de Érica Rambalde, foi sua história que inspirou o diretor Roberto Santucci a produzir o filme “De Pernas pro Ar”, protagonizado por Ingrid Guimarães, no papel da dona de uma loja de sex shop.

“Ele leu uma matéria sobre minha história e de como montei o delivery Sexy Delícia”, conta a empresária, que faz parte de um mercado que movimentou R$ 26 bilhões em 2011 – um crescimento de 18,5% sobre o ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Mercado Erótico e Sensual (Abeme).

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O setor, porém, quer mais. E para ajudar a aumentar a movimentação, vai ser realizada a 19ª edição da Erótika Fair, de 22 a 25 de março, no Palácio de Convenções do Anhembi. Destinada a fabricantes, comerciantes e a quem pretende entrar nesse ramo de negócios, o evento recebeu 20 mil visitantes em 2011.

Neste ano, entre eles, estará Érica. Em 2005, ela era executiva do mercado financeiro e passava por um momento difícil. “Eu estava cansada do meu trabalho e em processo de separação, quando tive um encontro casual com o mercado erótico.” A convite de uma amiga, Érica conheceu uma sex shop e não gostou do que viu. “Minha primeira impressão foi de que aquela não era uma loja feminina e isso, provavelmente, inibia as mulheres, porque mulher gosta do sensual e não do erótico”, afirma a empresária.

A partir daí, surgiu a ideia de criar o serviço de entrega para o público feminino, usando linguagem mais elegante e discreta. Em 2009, após quatro anos no segmento, Érica investiu R$ 50 mil e montou uma loja física no centro do Rio de Janeiro, criando também uma loja virtual.

Atualmente, conta com 30 consultoras treinadas para a venda delivery, que faturaram até R$ 2 mil por mês. A partir de 2013 a marca será franqueadora. Outra carioca que entrou no mercado erótico foi Roberta Benevenuti, que tem uma confecção de lingerie há 20 anos e em 2007 começou a produzir peças sensuais. “Logo em seguida, montei a Hot Rio, uma butique sensual instalada em Nova Friburgo, onde fica a confecção.” No ano seguinte, Roberta criou uma loja virtual, que vem crescendo 10% ao ano. Animada pelo desempenho, expandiu o negócio, inaugurando em fevereiro deste ano uma filial em Vila Isabel, na zona norte carioca.

A presidente da Abeme, Paula Aguiar, lembra que o mercado é responsável pela geração de 125 mil empregos diretos e indiretos. Só na área de consultoria independente, o Brasil emprega 85 mil mulheres.

De acordo com ela, o País é líder na criação de cosmético sensual, o gel erótico. “Somos detentores da linha mais ampla e criativa do mundo e comercializamos cinco milhões de unidades por mês”, diz.

Ocupando a terceira posição no ranking mundial de vendas diretas, o mercado brasileiro dispõe de 12 mil itens, comercializados em aproximadamente 10 mil pontos fixos do País. A indústria nacional responde pela fabricação de 55% desse total. Parte dessa produção é fornecida pela Power Sexy, a primeira indústria de próteses e vibradores do País.

“Fabricávamos apenas produtos técnicos em silicone para a indústria hospitalar, mas há 20 anos entramos no ramo erótico”, conta o diretor de produtos da empresa, Marcio Luiz. A Power Sexy cresce, em média, 20% ao ano e tem em seu catálogo três mil itens, vendidos para mais de cinco mil clientes.

Já a fabricação de próteses e acessórios da Adão e Eva Toys, começou em 2007. “A nossa principal atividade era o mercado de DVD adulto, mas, com a pirataria, esse segmento entrou em decadência”, conta o diretor comercial da empresa, André Luiz. Hoje, a companhia fabrica 50 itens e comercializa uma linha de cosméticos fabricados por industrias químicas, que chegam ao mercado com as marcas Sexy Hot e Eva Cosméticos. A empresa tem dois mil clientes e vem crescendo 15% ao ano.

Durante a Erótila Fair, empresários e futuros empreendedores do setor poderão participar de workshops, palestras e treinamentos oferecidos por expositores, conta o criador do evento, Evaldo Shiroma.

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