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André Lessa/Estadão
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Onodera, a empresa de beleza que virou franquia de sucesso

Edna e Lucy, mãe e filha, conversaram com empreendedores sobre os segredos da eficiência do negócio familiar

Roberta Cardoso, Estadão PME,

30 de março de 2013 | 07h33

 Mudanças comportamentais e econômicas redefiniram a participação das mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas. Em 1981, quando Edna Onodera aproveitou o espaço da academia de judô do marido, na época treinador da seleção brasileira, para oferecer serviços estéticos, a ideia era apenas complementar a renda da família.

Mas o que era para ser apenas um quebra-galho temporário transformou-se na rede Onodera, um império da estética e do bem estar feminino que conta com quase 60 unidades espalhadas pelo País.

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“Na verdade, tudo é uma questão de falta de dinheiro. O negócio começou pela falta dele e cresceu por isso também”, conta Edna, a fundadora. A empresária não imaginava que estava prestes a entrar em um setor que, 30 anos mais tarde, ganharia importância econômica capaz de mudar o perfil dos empregos criados no Brasil: o de serviços.

À frente de um segmento cujas fragilidades podem comprometer a longevidade do negócio, dependente basicamente de uma gestão eficiente, ficou ainda mais difícil para Edna equilibrar a função de mãe de quatro filhos com o empreendedorismo. “Eu trabalhava hoje para comer amanhã. Era terrível! Não conseguia dormir. Mas eu sempre pensava no outro dia: ‘eu tenho que conseguir’”, lembra.

Foram 14 anos de trabalho árduo para, só então, a empresária investir na abertura de uma segunda unidade da Onodera.

No período, a empresária chegou a morar com a família no porão de um imóvel, que também abrigou a escola de judô e a clínica de estética. “Em todo momento tinha uma dificuldade, um incêndio para apagar”, revela.

Usar a criatividade para superar os obstáculos diários foi a alternativa encontrada no trabalho e no lar. E a rotina diária de equilibrar pratos de Edna encantou a filha, Lucy, que desde cedo acompanhou o esforço da mãe em fazer o negócio efetivamente dar certo. “Era caro fazer anúncios. Então a gente distribuía panfletos na rua. Cheguei a esquecer de buscar os filhos na escola”, conta Edna.

Sem planejar, a empresária ensinou as primeiras noções de administração para a filha, que anos mais tarde buscou na universidade o embasamento teórico. Hoje, Lucy Onodera é sócia-diretora da rede e responsável também pelo movimento que profissionalizou a gestão da marca e a transformou em uma rede de franquias.

A concepção da Onodera e as transformações que ocorreram na empresa até ela tornar-se uma das principais redes especializadas em beleza do País foram contatas por Edna e Lucy no encontro promovido pelo Estadão PME com pequenos empresários. Confira trechos do evento.

 

Inovação

A própria natureza dos serviços estéticos exige da marca um cuidado extra no lançamento de tratamentos. Para assegurar eficiência, a Onodera investiu em um centro de pesquisa e desenvolvimento onde tudo é testado antes de ser oferecido ao mercado. “A gente tem um cuidado grande para que no futuro o nosso tratamento não vire um problema para o cliente ou até mesmo seja um dano irreversível”, explica Lucy, que recomenda a outros empresários atenção aos processos que envolvem a saúde dos consumidores.

 

Qualidade

Edna atribui parte do sucesso da Onodera à qualidade do atendimento que presta aos clientes. Antes de o negócio deslanchar, essa premissa sempre norteou as decisões da empresária.

A transformação da marca em rede de franquias, no entanto, obrigou mãe e filha a pensarem na implementação de um modelo de controle viável e replicável em outras unidades.

Por isso, elas investiram na integração da rede. Hoje, as unidades próprias e franqueadas têm ferramentas que oferecem diferentes dados sobre a operação, mas também informam o nível técnico dos profissionais franqueados. “Cada departamento da empresa tem indicadores próprios e mensalmente nos reunimos para ver se eles estão sendo alcançados”, afirma Lucy.

 

Franquias

A opção pelo crescimento por meio do modelo de franquias foi sugestão de Lucy. Com aval da mãe, a jovem empresária criou mecanismos para proteger a qualidade da marca, manter o padrão do negócio e multiplicar o número de unidades em território nacional. “O mercado estava crescendo e a gente não tinha a capacidade de expansão para acompanhá-lo”, revela Lucy, que aplicou os conhecimentos adquiridos na faculdade para viabilizar a grande virada que permitiu a expansão e o aumento dos pontos de atendimento.

“A minha mãe já trabalhava com um sistema muito eficiente, mesmo sem tecnologia. O que fizemos foi levar do papel para o computador”, revela a empreendedora. Com isso, a empresa conta hoje com mecanismos que contemplam a estrutura operacional, a capacidade técnica de funcionários e também as escolhas do cliente.

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