Onde elas empreendem
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Onde elas empreendem

Mulheres criam empresas em áreas que dominam, mas com receita menor que a dos homens

Dell, Media Lab Estadão
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16 de dezembro de 2020 | 11h05

“Em segmentos voltados para a mulher, nós fazemos melhor o trabalho porque sabemos exatamente o que a clientela quer”, diz Solange de Macedo Pereira, que deixou o comércio de roupas e abriu um salão de beleza há 17 anos. 

Para a empreendedora, o investimento foi uma oportunidade em um momento em que não havia uma oferta tão grande de salões de beleza quanto hoje. Foi, também, mais confortável entrar para um ramo conhecido. “A pessoa que me ofereceu oportunidade era a proprietária do salão onde eu ia regularmente.” 

As mulheres são responsáveis pela abertura de metade das empresas no Brasil, mas o faturamento de seus negócios é inferior. Isso porque a maior parte das investidas delas se concentra em segmentos com baixo valor agregado, como salões de beleza, restaurantes, cafés e venda de roupas e calçados. 

“No empreendedorismo, a maior parte das empresas lideradas por mulheres gera menos inovação e valor agregado, e consequentemente pode ter receita menor”, comenta Renata Malheiros, coordenadora nacional de empreendedorismo feminino do Sebrae. “O homem está na engenharia e no desenvolvimento de produtos, enquanto a mulher vende o produto porta a porta. Para sermos um país competitivo, precisamos desenvolver o empreendedorismo feminino de qualidade”, acrescenta. 

De todos os empreendimentos criados por mulheres, metade são atividades de tratamento de beleza, serviços domésticos, alimentação, bebidas e comércio de roupas e acessórios, segundo dados do Global Entrepeneurship Monitor (GEM). 

Um dos principais fatores para a maior participação das mulheres nesses setores é o espelhamento. “Esses segmentos são tradicionalmente conduzidos por mulheres em número significativo, e modelos são importantes na hora de empreender”, comenta Renata, do Sebrae. 

Daniela Graicar, fundadora da agência PROS e criadora do movimento Aladas, que tem por objetivo apoiar mulheres empreendedoras com capacitação e mentoria, lembra que é comum as mulheres abrirem negócios em setores onde se sentem mais confortáveis, mas, em consequência, são negócios que acabam tendo desempenho 22% menor. 

“Quanto mais inseridas no ecossistema das startups, e mais buscarem os setores que empregam tecnologia [leia mais ao lado], mais exemplos reais de sucesso podemos ter, e serão inspiração para as demais mulheres”, acrescenta Daniela. “Tudo que a gente desconhece a gente não sonha, e tudo que a gente não sonha, não realiza.”

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Há uma carência geral de profissionais na tecnologia, área que está carregando a economia global. Se trouxermos mais mulheres, teremos mais pessoas para fechar essa lacuna
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Luciane Dalmolin, diretora de Pequenas Empresas da Dell no Brasil

Carência delas em áreas tech

Enquanto na moda, na beleza e na alimentação as mulheres marcam território, há setores em que uma barreira espessa e invisível ainda limita o crescimento da participação delas. Tecnologia, agronegócio, finanças são setores tradicionalmente masculinos onde as mulheres têm galgado conquistas, mas ainda estão longe de chegar à igualdade. 

Dados do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres lideram menos de 20% das propriedades rurais no Brasil. 

“O agronegócio ainda é um setor masculino, mas precisa da mentalidade que a mulher traz, principalmente a jovem, focando em inovação e sustentabilidade. Eu precisava preparar a fazenda para as próximas gerações”, conta a produtora rural Luciana Dalmagro. 

A força de trabalho em ciências, tecnologia, engenharia e matemática (área chamada globalmente de STEM) também é majoritariamente masculina, com menos de 30% das posições ocupadas por elas. Esse número cai expressivamente à medida que a análise sobe o escalão da gestão corporativa. 

“Há uma carência geral de profissionais na tecnologia, área que está carregando a economia global. Se trouxermos mais mulheres, teremos mais pessoas para fechar essa lacuna”, diz Luciane Dalmolin, diretora de Pequenas Empresas da Dell no Brasil. “Diversidade traz resultados superiores. Mas, para fechar o gap, é preciso de um olhar real desde a liderança mais sênior até os cargos intermediários.”

Pesquisa conduzida pela consultoria em recursos humanos Korn Ferry prevê que a indústria de tecnologia vai enfrentar um déficit de 4,3 milhões de profissionais em 2030. 

De olho neste desafio, a Dell está conduzindo ações internas para atrair mais participantes mulheres nos programas de seleção para a área técnica. Em uma iniciativa para estágio na área de TI, com a participação de executivas, que agem como exemplos de profissionais bem-sucedidas, o percentual de candidatas saltou de 10% para mais de 50%. O objetivo global da empresa é que elas representem metade da força de trabalho e ao menos 40% dos cargos de liderança até 2030. A empresa também mantém há dez anos o Dell Women’s Entrepreneur Network (DWEN), programa de capacitação de mulheres para fomentar negócios por meio da tecnologia, networking e benefícios especiais. 

Para saber mais, acesse www.dell.com.br/dwen e www.aladas.com.br

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