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Oito livros mostram o que uma viagem à Antártida e a campos de concentração têm a ver com negócios

Dois especialistas indicaram leituras para ajudar na abertura ou aprimorar o negócio

ESTADÃO PME,

16 de fevereiro de 2013 | 09h54

Nada de livros técnicos. O Estadão PME pediu dicas de leitura para dois especialistas em empreendedorismo. O objetivo é ajudar quem pretende abrir seu próprio negócio ou melhorar a empresa. A intenção é indicar obras que sirvam de inspiração para o empreendedor.

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O coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa, indicou quatro livros. A primeira recomendação do blogueiro do Estadão PME envolve superação. Trata-se de 'A incrível viagem de Shackleton', de Alfred Lansing. A obra narra o sonho, o planejamento e a viagem de Ernest Shackleton e sua equipe para a Antártida no inicio do Século XX até o momento em que o barco é destruído pelo gelo.

“A parte incrível começa a partir deste momento em que Shackleton consegue manter a tripulação unida e sai em busca de socorro até conseguir salvar todos. É uma recarga de energia para empresas que estão em dificuldade e uma leitura obrigatória para empreendedores e gestores em posição de liderança”, afirma Nagakawa.

A segunda indicação envolve inovação e criatividade. O livro 'Oportunidades disfarçadas: historias reais de empresas que transformaram problemas em grandes oportunidades', de Carlos Domingos, mostra casos e causos sobre como inovações da nossa vida cotidiana foram desenvolvidas sempre a partir de um lema: Sempre é possível inovar diante de uma dificuldade.

Dentro do tema gestão de processos e qualidade, Nakagawa indica 'A arte cavalheiresca do arqueiro zen', de Eugen Herrigel. A obra narra o aprendizado do filósofo alemão em sua tentativa de dominar as técnicas do arco e flecha no Japão. “Leitura inspiradora para gestores de processos e qualidade”, diz o professor.

Sobre a relação do empreendedor com seu negócio, Nakagawa indica 'Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração', de Viktor Frankl. De acordo com o professor, a obra poderia muito bem estar entre os livros de superação, mas há uma contribuição ainda maior neste livro em que Viktor conta seu drama nos campos de concentração nazista e como desenvolveu a Logoterapia, uma abordagem que defende que quando encontramos o verdadeiro significado em nossas vidas, nenhuma barreira será grande o suficiente para nos deter. “Um guia de conhecimento interior para empreendedores que buscam o verdadeiro propósito da existência do seu negócio”, completa.

Mais dicas. O coordenador do Núcleo de Empreendedorismo da Faap, Marcos Hashimoto, também indicou quatro livros. O primeiro é 'O Segredo de Luisa', de Fernando Dolabela, que conta, na forma de um romance, a história de uma empreendedora e sua aventura para montar uma fábrica de doces. “A narrativa é bem feita e o autor abre algumas janelas para explicar conceitos de negócios, sem tirar o prazer da leitura”, pontua Hashimoto.

Outra indicação é 'Como fazer uma empresa dar certo em um país incerto', do Instituto Empreender Endeavor. Trata-se de uma coletânea de histórias e dicas de empreendedores de alto impacto selecionadas pela Endeavor. “Não são apenas histórias reais, são histórias carregadas de dicas práticas e úteis para quem vai iniciar a jornada do empreendedorismo”, diz Hashimoto.

O coordenador também indica 'Se eu soubesse aos 20...', de Tina Seelig. Tina é diretora-geral do Stanford Technology Venture Program, na Universidade de Stanford, e reúne nesse trabalho conselhos obtidos com diversos empreendedores sobre o que eles gostariam de saber quando tinham 20 anos de idade. “É um livro ótimo para os jovens que vão começar a empreender”, afirma Hashimoto.

O professor cita ainda o livro 'Lições de Empreendedorismo', de sua autoria. “Trata-se de uma coletânea de artigos curtos, de fácil leitura, tipo crônicas, que abordam vários aspectos da atitude empreendedora, criatividade, liderança e empreendedorismo corporativo. Não versa sobre negócios, mas sobre o comportamento empreendedor em suas mais diversas formas de manifestação”, aconselha.

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