Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Oito dicas para você saber o que fazer para atrair um investidor internacional para sua empresa

Confira agora quais são os ensinamentos dados por especialista no assunto ao Estadão PME

RENATO JAKITAS, ESTADÃO PME,

04 de fevereiro de 2013 | 06h30

 O Brasil tem um investidor-anjo para cada duas empresas de tecnologia em atividade, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABS). E esse contingente, de acordo com os especialistas no ramo, tende a crescer, principalmente na atração de fundos internacionais, que ainda enxergam no País oportunidades de retorno de capital mais atraentes do que em seus mercados de origem.

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Mas se o investidor tem olhos quase que exclusivamente para o retorno da operação, o empresário pode e deve ser diferente. Ao associar-se a um grupo internacional, o empreendedor, para além do dinheiro, conta com transferência de know-how de corporações experientes, além do acesso a uma nova rede de contatos, capaz de transformar o pequeno negócio.

"É o que chamamos de small capital, ou capital inteligente. É mais do que dinheiro. É dinheiro, conhecimento e novos contatos para crescer", afirma Luiz Guilherme Manzano, gerente da área de busca e seleção de empreendedores da Endeavor.

Manzano, no entanto, alerta o empresário sobre as dificuldades em atrair um investidor internacional. Para ele, não é tarefa para qualquer um. "É preciso estar preparado e ter aquilo que o investidor busca", conta.

Para auxiliar o empreendedor nesse desafio, preparamos uma lista com oito dicas para ampliar as chances de sucesso. Confira.

:::Atenção ao problema:::

Todo o investidor está interessado no problema que a empresa se predispõe a resolver. E a lógica que motiva essa curiosidade é simples: se a empresa trabalha com um foco relevante, um número maior de pessoas vão pagar para adquirir a solução. "Quanto maior o problema, maior o interesse do investidor", afirma Luiz Guilherme Manzano.

:::Infraestrutura é tendência:::

Por problemas, Manzano alerta para áreas sensíveis no Brasil, notadamente negócios envolvidos a infraestrutura. "O País tem muito campo para avançar em negócios que girem em torno da demanda por portos, aeroportos, estradas e, no campo intangível, saúde e educação. A gente sente muito interesse do investidor nessas áreas", destaca.

:::À prova de cópias:::

Cuide sua ideia e certifique-se de que seu negócio, além de original, é também difícil de ser copiado. Um exemplo dado pelo especialista é a Netflix. O negócio, fundado pelo norte-americano Reed Hastings, galgou espaço ao encontrar um diferencial competitivo claro: contratos de exclusividade para disponibilizar parte do acervo cinematográfico de grandes companhias, mediante o serviço de assinatura.

:::Cuide de sua equipe:::

O investidor não está de olho apenas no currículo do empreendedor e em seu plano de negócios. Para Luiz Guilherme Manzano, a qualificação dos funcionários também pesa - e muito - na decisão de aportar ou não dinheiro na empresa. "É comum encontrarmos empreendedores brilhantes com times fracos. Ou ele investe em bons funcionários, ou corre o risco de viver um falso gargalo de sustentabilidade da empresa", destaca.

:::Invista em sua formação:::

Da mesma forma que a equipe precisa estar preparada para a exigências de um investidor estrangeiro, o empreendedor também não pode se esquecer de sua formação. "O empreendedor precisa ser o melhor", afirma Manzano. "Quando o cara vem de fora, para ele tudo é novo. Então, ele vai querer se associar ao melhor, para diminuir o risco da operação."

:::Sonhar e conquistar:::

Outra característica disputada por fundos internacionais ou investidores-anjo é a capacidade de realização do empreendedor, o que o especialista da Endeavor chama de "botar para fazer". "Quanto maior o sonho e quanto mais ele demonstrar que consegue realizar, melhor. O empresário não pode se poupar aqui."

:::Formalize os processos:::

Sabe o famoso "jeitinho brasileiro"? Pois o investidor externo já ouviu falar dele e, como já acontece aqui há muitos anos, foge a qualquer sinal dele no horizonte. Assim, mantenha processos, funcionários e toda a estrutura da empresa formalizada.     

:::Seja um bom pagador:::

Da mesma forma que a formalização, é fundamental sustentar um histórico de bom pagador no mercado. A cultura da dívida, mais do que no Brasil, é bastante assimilada em mercados mais consolidados, onde o empresário é muito mais alavancado do que por aqui. No entanto, é de suma importância manter o nome do negócio acima de qualquer suspeito entre as instituições financeiras.

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