Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Ofício da vovó de fazer doces torna-se sonho da nova geração

Lidar com doces deixou de ser um ofício para complementar a renda da casa e agora é a profissão da moda

Renato Jakitas, Estadão PME,

28 de agosto de 2013 | 06h29

O ofício de preparar doces, que por gerações foi alternativa para complementar a renda da casa, ultimamente ganha status de profissão da moda, o sonho de jovens que topam abandonar carreiras promissoras para empreender. As cunhadas Mariana e Daniela Gorski são exemplos desse movimento. Mariana era executiva de marketing de uma empresa de cosméticos e Daniela administrava negócios no setor de alimentação.

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Mas quando elas notaram que existiam oportunidades no setor, montaram a Confeitaria Dama, especializada em bolos e produtos do gênero. O empreendimento, que desde 2011 ocupa um imóvel de 400 metros quadrados em Pinheiros, rende até R$ 500 mil ao ano. Agora, elas preparam o lançamento da segunda unidade, em Higienópolis.

A contadora Danielle Trolezi é outra que planeja reconstruiu sua carreira a partir do gosto pelas sobremesas que prepara desde os sete, oito anos de idade. Ela investiu R$ 11,5 mil para lançar a Cake me, marca de cupcakes que administra em paralelo com a sua ocupação principal como funcionária pública.

“Tenho um emprego estável e razoável financeiramente, mas acredito que investir tempo e energia em algo que não traz prazer é como pagar um aluguel muito caro da própria vida”, conta Danielle. “Atendo somente por encomenda. O pedido pode ser feito por e-mail ou através do Facebook”, explica a moça, que ainda fatura pouco com o trabalho (R$ 1 mil por mês) e quer esperar a marca se consolidar para sair de vez do emprego atual e colocar ponto final na jornada dupla.

Histórias como as de Danielle Trolezi, Mariana e Daniela Gorski, e tantas outras, explicam o interesse da suíça Barry Callebaut, maior fabricante de chocolates do mundo, no País. A empresa lançou em São Paulo, em junho, a Academia de Chocolate, a 14ª unidade da marca.

“Percebemos essa expansão de docerias e chocolaterias artesanais e sentimos que era o momento de abrir a escola no Brasil”, explica Plínio Freitas, gerente de vendas da marca. “Falando só em chocolates artesanais, é um mercado que cresce 20% ao ano no País”, diz.

Mas antes dos números e projeções, Mariana Araújo, da La Bombe, ressalta a relação íntima que o empresário do setor nutre pelo produto. “O doce tem essa coisa da infância, de ir para a cozinha quando pequena e fazer algo para as pessoas.”

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