Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Oficinas de reparos de aeronaves trabalham sem parar atualmente no Brasil

Expansão do segmento de táxi aéreo gera oportunidades em áreas que gravitam em torno desse mercado

Renato Jakitas, Estadão PME,

09 de abril de 2013 | 06h59

 A expansão do segmento de táxi aéreo não gera oportunidades apenas para quem atua diretamente com o transporte. Áreas que gravitam em torno desse mercado também despontam como atrativas para o empreendedor. A principal delas, sem dúvida, é a de manutenção de aeronaves. As poucas empresas em operação, sobretudo no interior de São Paulo, atraem clientes de Norte a Sul do Brasil e funcionam no limite da capacidade.

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“Apesar de já contar com concorrentes grandes, como a própria Líder Aviação, que tem unidades em todo o Brasil, o setor de manutenção ainda tem muito espaço, principalmente no interior do País”, destaca Adalberto Febeliano, professor da economia do transporte aéreo da Universidade Anhembi Morumbi.

Rubens Correia Coimbra já percebeu o crescimento da demanda no segmento. Ele é dono da Vavá Manutenção, oficina que funciona no aeroporto de Penápolis, no interior paulista. Rubens começou há quatro décadas e atualmente tem 40 funcionários trabalhando e receita mensal de R$ 130 mil.

Segundo o empresário, serviço não falta. “Vem gente do Amazonas, do Nordeste, do Brasil inteiro fazer as revisões. A gente faz o que dá com os funcionários que temos. Se ficasse aberto 24 horas, teria trabalho 24 horas”, conta o empreendedor, que cobra entre R$ 800 e R$ 3,5 mil por uma revisão – elas são necessárias a cada 50 horas de voo, dependendo do tipo de avião.

“Aqui, consertamos em média 110 aeronaves por ano e trabalhamos de domingo a domingo”, afirma Pedro Galbiati, da oficina Ícaro. A empresa funciona em Mirassol, cidade também localizada no interior paulista. “Além das empresas de táxi aéreo, ainda tem muita aeronave particular e novos aeroclubes, que ensinam pilotagem. O mercado cresceu muito”, analisa o empreendedor do segmento.

Galbiati, no entanto, destaca a dificuldade em localizar mão de obra especializada, problema também destacado por Coimbra, da oficina Vavá Manutenção. “É muito difícil e caro formar um técnico. E quando nós preparamos esse profissional, as grandes empresas de aviação comercial, como TAM e Gol, por exemplo, os levam embora. Esse é hoje o nosso maior problema”, afirma Coimbra.

Segundo dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a frota total de aeronaves do Brasil avançou 29% em 11 anos. De 1999 a 2010, o número de aviões e helicópteros saltou de 13.426 para 17.335 unidades.

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