O segredo é sempre seguir em frente no setor de bares e restaurantes, apesar das dificuldades

Encontrar funcionários qualificados foi o desafio do ano para quem acabou de abrir as portas em São Paulo

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

24 de novembro de 2013 | 11h53

 

 

Captar e reter a mão de obra são os principais desafios enfrentados por empresários recém-chegados ao mercado de bares e restaurantes em São Paulo. Para Tiago Almeida, Maury Tognolo, Roberto Minelli e Renato Iarussi, esses foram os principais problemas do setor no decorrer deste ano.

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“Não temos mais nenhum funcionário dos que começaram com a gente. Lidar com esse público foi um grande desafio”, diz Maury Tognolo, sócio da Vapor Burger, lanchonete lançada há um ano e que traz como diferencial o uso do vapor para preparar receitas, abolindo dessa forma o uso da grelha ou da chapa. “Esse não é um problema só de restaurantes, acredito. Mas a gente foi aprendendo no dia a dia.”

Os sócios Roberto Minelli e Renato Iarussi, donos da Coxinha Du Chef, também enfrentaram problemas similares. Especializada no salgadinho, que é servido em um cone, a marca surgiu em janeiro deste ano, já tem três lojas próprias em São Paulo e pretende expandir por meio de franquias. E para dar conta desse ritmo, os sócios contam que tiveram de planejar um processo de contratação mais eficiente. “A gente agora tenta filtrar nas entrevistas o profissional. Priorizamos quem é mais interessado em aprender o serviço”, explica Iarussi.

Futuro. Tiago Almeida, do Bar GIBI Cultura Geek, ainda não estreou seu negócio, previsto para abrir as portas em breve na capital. O estabelecimento, com temática voltada ao universo geek, já conta com investimento de R$ 700 mil. E desde que começou a ser idealizado, o negócio tem se mostrado um desafio para o empreendedor. Almeida destaca, por exemplo, ter descoberto que o ritmo dos acontecimentos dificilmente segue o planejamento inicial. “Este ano foi de muito aprendizado. A maioria das coisas programadas acabam acontecendo de uma outra forma”, confessa.

Com expectativa de faturamento de R$ 100 mil por mês, ele vislumbra alcançar o ponto do equilíbrio daqui dois anos e meio, no máximo em três. Para Almeida, essa é uma visão pessimista, que ele adotou para evitar surpresas negativas.

Para os demais empreendedores que participaram desse módulo do Encontro PME, 2014 será marcado por expansão, mesmo que a economia brasileira não ajude tanto.

A Vapor Burger, por exemplo, quer estruturar seu modelo de franquia. Na “boca do caixa”, Tognolo, um dos sócios da lanchonete, ainda aguarda um impacto positivo motivado pela Copa do Mundo, que acontece no meio do próximo ano em todo o País.

A Coxinha Du Chef não vê problemas para o negócio, que aposta em produto com apelo e preço populares. “Abriremos mais lojas”, diz Iarussi, que vê a coxinha sendo vendida em outros países em alguns anos. “Não sei como farei isso, mas tenho tempo para pensar.”

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