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Walter Torre participou do Encontro PME
Walter Torre participou do Encontro PME

O segredo é não parar e achar uma oportunidade

Walter Torre ficou conhecido mesmo quando construiu o Allianz Parque, mas sua história começou bem antes

Vivian Codogno, Estadão PME,

26 de março de 2015 | 06h58

Diante de um período de crise, de dificuldades que surgem no meio do caminho, muitos empresários enxergam oportunidades. Talvez seja esse o segredo de Walter Torre Júnior para manter-se com sucesso no disputado ramo de construção civil com a WTorre. Desde 1981, o grupo constrói e comercializa empreendimentos de grande porte, entre eles, o complexo do shopping JK Iguatemi, que conta com a sede do Banco Santander, e o Allianz Parque, o recém-inaugurado estádio do Palmeiras. Para contar sua experiência, Torre participou do Encontro PME com pequenos empreendedores. Confira a seguir os principais trechos.

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Para o empresário, que não poupa ousadia quando pensa em novos negócios para investir, o diferencial para consolidar-se no mercado brasileiro foi imputar agilidade nos projetos que o grupo realiza, algo ainda pouco usual para a construção civil. “A dinâmica da obra no Brasil é lenta e deveria ser o contrário, pois quanto mais rápido você faz, mais rápido comercializa e ganha dinheiro”, explicou.

Mão de obra

Durante o Encontro PME, Torre ainda destacou a importância que os líderes empresariais devem dar para a mão de obra. De acordo com ele, o grupo de funcionários é um dos pontos determinantes para o desenvolvimento da construção civil no País. Mesmo assim, segundo Torre, ainda há um longo caminho a ser percorrido.  

“Trabalhar na mão de obra da construção civil é sempre a última opção de alguém. O sujeito tem até vergonha de dizer que trabalha com isso. Geralmente é a pessoa que não estudou, não se preparou para outras esferas do mercado. Mas a construção é a mola mestre do crescimento de qualquer país”, refletiu.

Economia

Walter Torre também não se deixa intimidar pelo momento do País e procura se voltar para as lições que podem ser absorvidas durante a crise. Para ele, a percepção trazida pela estabilidade da moeda transformou o mercado e aguçou os sentidos dos brasileiros. “A nossa geração trabalhava com hiperinflação. Os novos profissionais percebem que, hoje, 1% ou 2% faz bastante diferença. Quem consegue extrair essa margem são os bons gerentes, que serão os profissionais do futuro.”

Durante o Encontro PME, Torre ainda relembrou seus primeiros passos como empresário. Ele tinha 16 anos quando fundou, ao lado de amigos, uma empresa de delivery no País.

O serviço era praticamente desconhecido dos brasileiros. “Hoje é uma coisa tão corriqueira, não é mesmo? As pessoas estão acostumadas a ligar, pedir e a mercadoria chegar. Mas na minha época era algo extraordinário”, divertiu-se. “A verdade é que nós, empreendedores, não conseguimos ficar parados, sempre achamos uma oportunidade”, argumentou.

Burocracia

Walter Torre também aproveitou o evento para explicar, a partir de sua vivência, como o empresário pode enxergar oportunidades a partir da dificuldade – embora às vezes essa ação empreendedora esbarre na conhecida burocracia.

“Um dia descobri que a movimentação de um contêiner no Brasil custa US$ 400. Nos lugares mais caros, é US$ 100 e nos lugares eficientes fica a US$ 25. Decidi então construir um porto eficiente. Estou no projeto há 5 anos e ainda não completei 5% da aprovação necessária. Enquanto essa estrutura viciada não mudar, o Brasil não muda de patamar.”

Mesmo assim, Walter Torre descarta uma participação na política, embora reconheça a importância de levá-la para todas as esferas da sua vida. “Uma lição que aprendi com o tempo é que a política, na sua expressão mais genuína, é a coisa mais importante que existe. É a base de qualquer negócio e de qualquer país”, explicou.

Estádio

Eleito como o estádio do ano pelo site inglês Stadium DataBase, o Allianz Parque pode receber, além dos jogos do Palmeiras, shows, festas e outros eventos. A arena é uma das vitrines atuais da WTorre.

“Começamos a conhecer a verdadeira dimensão do marketing de uma empresa com a arena. Não tínhamos a dimensão real do que é estampar um nome na testa de um empreendimento. Vendemos o nome para a Allianz por R$ 300 milhões. Nem nós esperávamos esse valor. Estamos agora aprendendo que vai muito além disso. No mercado internacional, colocam nome em qualquer coisa e o volume de dinheiro que isso envolve é muito grande.”

:: O que ele tem a dizer sobre os negócios ::

Walter indica pontos que demandam a atenção de quem deseja empreender em um país como o Brasil

Inquietação

‘Se eu for ouvir o que dizem, não vou mais a lugar algum’, reflete ele sobre novos investimentos.

Atenção

‘O empreendedor de verdade sabe ouvir histórias e nelas identificar novas oportunidades.’

Ambiente

‘O entulho é espetacular. O lixo deixou de ser problema, ainda mais com escassez de energia.’

Organização

‘Os empresários invejam a indústria automobilística porque ela é organizada.’

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