Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

O segredo do sucesso de duas grandes empresas que chegaram lá no mercado de saudáveis

Conheça o caminho seguido pelos grandes

ESTADÃO PME,

20 de agosto de 2014 | 07h42

 O mercado de alimentação saudável tem bons exemplos de empresas que já tornaram-se referências no setor. Duas delas participarão do Encontro PME e servem de exemplo sobre o que é preciso fazer para alcançar o sucesso. A Frooty, por exemplo, faturou R$ 60 milhões com a venda de açaí e o Mundo Verde é hoje a principal franquia da área, com previsão de fechar o ano com 335 lojas e faturamento de R$ 437 milhões.

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Mas nem sempre foi fácil. A Frooty vendia frozen iogurte em 1994, época em que o produto ainda não fazia parte do hábito de consumo dos brasileiros. O sorvete de massa foi a segunda aposta da empresa, que fez sucesso apenas quando produziu o creme de açaí, ideia do empresário Marcelo Cesana.

“O açaí estava virando febre no Rio de Janeiro por causa dos lutadores de jiu-jítsu e dos jovens ligados ao esporte. Em São Paulo, alguns bares passaram a vender e tive a ideia de lançar o açaí em potinhos, para as pessoas levarem para casa”, conta Cesana, que tem como sócios os amigos Fabio Schop e Rogério de Oliveira.

Ele usou a estrutura da fábrica de sorvetes para começar a produzir o produto em 1999 e, desde então, a empresa não parou de crescer. Em média, a produção da Frooty chega a 40 toneladas de açaí por dia. “Os benefícios são grandes e cada vez mais as pessoas estão em busca de produtos saudáveis”, destaca.

No processo de produção do creme de açaí, a polpa da fruta é colhida pelos ribeirinhos e levada de barco até as fábricas instaladas em Belém do Pará. A polpa congelada é então transportada para a unidade da Frooty em Atibaia, onde é processada até virar creme. Além do mercado interno, a Frooty exporta o produto para os Estados Unidos, Austrália, Israel, Uruguai, Rússia, Suíça e Cingapura.

Já a franquia Mundo Verde nasceu da motivação de Isabel Joffe em criar suas filhas com uma alimentação saudável. Ela e o marido, Elísio Joffe, além dos irmãos Jorge e Arlindo Antunes, abriram a primeira loja da rede em 1987. Mas quando a empresa completou 26 anos de operação, os antigos sócios decidiram vender a companhia, adquirida em 2009 pelo fundo Axxon Group e por um grupo de ex-executivos do mercado financeiro. Desde então, a empresa está sob o comando de Sergio Bocayuva, atual CEO e também sócio do Mundo Verde.

Na época da transação, Bocayuva trabalhava em um banco de investimentos e foi responsável pelo mandato de venda da empresa. “Acabei visualizando que ela tinha uma possibilidade de crescimento muito forte a partir do momento que os sócios, quando desenvolveram o Mundo Verde, não o criaram com o propósito de ganho de dinheiro; foi muito mais por filosofia e visão de futuro. A empresa tinha uma enorme oportunidade de profissionalização e implantação de práticas de governança corporativa para a aceleração da operação.”

Números. Antes da venda, em dezembro de 2008, o Mundo Verde tinha 128 lojas e faturava R$ 126 milhões. Para 2014, a previsão é contar com 335 unidades e faturar R$ 437 milhões. Bocayuva explica que uma série de atividades foram implementadas para motivar o crescimento da rede. Os comandantes da empresa investiram, por exemplo, em um sistema integrado para reunir condições de aproveitar melhor as oportunidades disponíveis no mercado. 

Este mês a rede passou por um novo processo de venda. O investimento foi feito pelo empresário Carlos Wizard Martins, que há oito meses vendeu o Grupo Multi, dono das marcas Wizard e Yázigi, para a Pearson Education. A transação não teve o valor revelado e ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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