Daniel Teixeira/AE
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O que eu vou fazer no Natal: para driblar os importados

Vendas do período são o carro chefe da empresa Buquê, que está preparada

CAROLINA DALL´OLIO, ESTADÃO PME,

11 de outubro de 2011 | 08h19

Depois de vender 750 bonecos em 2010, a Buquê se prepara para produzir mil unidades em 2011.  Do total, 40% são bonecos gigantes do Papai Noel, figuras do presépio em tamanho real, além de ursos e bonecos de neve que se movem.  As vendas do  Natal  são o carro-chefe da empresa, que comercializa seus produtos para os decoradores de shopping center.

Com o mercado de shoppings em expansão, a Buquê projeta para este ano faturar 20% a mais do que em 2010.  Para tanto, precisa superar os produtos chineses, que dominam o mercado.

"Os bonecos feitos por eles têm muita tecnologia, se mexem para todos os lados, só faltam falar", admite Thereza Dib, dona da empresa sediada em Santo André, na Grande São Paulo.  Além de muito elaborados, os produtos da China ainda se beneficiam da desvalorização do dólar.  Mas Thereza não parece se preocupar com isso.

Sua estratégia para driblar os chineses tem dado certo.  Ela decidiu apostar em bonecos mais simples, com movimentos limitados, porém, com bom acabamento.  Assim, vende produtos por menos da metade do preço praticado pela concorrência.  "Shoppings menores ou sediados no interior não investem tanto na decoração.  Querem algo bonito, mas simples.  Eles são meu público-alvo", afirma.

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Thereza mantém uma estrutura enxuta na Buquê, com 17 funcionários.  Quando a produção aumenta, ela terceiriza parte de trabalho, minimizando riscos.  Além disso, a empresária dimensiona sua produção do  Natal  em junho, quando acontece a principal feira do setor, a  Natal Show.  As vendas da Buquê nesta edição triplicaram em relação ao ano passado.  "Em função disso, já começamos a fabricar os pedidos para, em agosto, quando novas encomendas chegarem, estarmos livres para produzi-las", diz.

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