Clayton de Souza/AE
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O que eu vou fazer no Natal: para compensar margens baixas

Planejamento tem de ser preciso para empresa evitar perdas na data

CAROLINA DALL´OLIO, ESTADÃO PME,

11 de outubro de 2011 | 08h25

A empresa paulistana Semaan comercializa brinquedos em diferentes canais de vendas. Tem duas lojas nas imediações da Rua 25 de Março, outras quatro no Pari voltadas para atacadistas e uma loja virtual em que o destaque são itens para colecionadores. Ao todo, vende cerca de 20 mil brinquedos por ano. Além disso, o grupo ainda administra uma revenda de bijuterias.

Essa diversidade já rendeu dores de cabeça ao empresário Marcelo Mouawad, que teve de aprender a atender bem os clientes atacadistas e, ao mesmo tempo, concorrer com eles no varejo. Mas o que era um problema hoje é a arma que a Semaan usa para ajustar seus estoques e, assim, compensar a redução das margens de lucro.

Com a inflação e as dificuldades impostas pelo governo para a importação de brinquedos, a empresa viu seus custos subirem este ano. Por outro lado, não pôde repassar os reajustes ao preço final dos produtos.

A saída então foi acertar a mão na hora de comprar o estoque."Quando um brinquedo não é vendido na época planejada, ele logo sai de moda e me obriga a fazer uma liquidação pesada", explica.  "Para não sair perdendo, meu planejamento tem que ser preciso, especialmente nas compras de Natal."

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Mas como saber o que será sucesso daqui a cinco meses? Mouawad pergunta diretamente para seus clientes. Ele visita duas vezes por mês uma dúzia de lojistas bem informados, que fazem parte de sua clientela nas revendas. Observa também os consumidores que frequentam suas lojas e se corresponde com blogueiros especializados para saber qual é o potencial dos lançamentos. "Assim fica mais fácil montar o estoque na medida certa", recomenda Mouawad, que projeta faturamento entre 10% e 15% maior que o obtido em 2010. 

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