Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

O que a péssima fase dos times de futebol de São Paulo podem ensinar aos empreendedores

 O São Paulo ocupa a 16ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro, a primeira antes da temida zona do rebaixamento. O Corinthians não está muito melhor - é o 13º colocado e, no último final de semana, foi goleado pela Portuguesa. O melhor paulista classificado na tabela é o Santos. Ainda assim, a 9ª posição deixa o clube da Vila Belmiro longe da zona de classificação para a Copa Libertadores do próximo ano. E ainda não falamos do Palmeiras, clube que lidera com folga...a segunda divisão da competição nacional.

Daniel Fernandes, estadão pme,

01 de outubro de 2013 | 11h40

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O difícil momento dos principais clubes de futebol do Estado revela importantes lições para os empreendedores. E pensando no dono da pequena empresa, e nos erros que ele não pode cometer, preparamos uma análise a respeito do que vai mal no futebol paulista.

São Paulo. O clube do Morumbi sempre foi conhecido pela estrutura invejável - construiu inclusive um Centro de Treinamento para as categorias de base em Cotia, na Grande São Paulo, para formar jogadores. Mais ou menos como o dono de uma empresa estimular a formação de talentos que poderão em algum momento retribuir o esforço com títulos ou negociações milionárias. Mas a coisa começou a desandar em 2013. E justamente onde residia o forte do clube/empresa: a administração.

Os principais profissionais de áreas importantes para o desenvolvimento de uma equipe foram dispensados. O preparador físico, o fisiologista...e os resultados começaram a rarear. Também contribui para a péssima fase da equipe o fato de o time trocar constantemente de treinadores - Ney Franco começou o ano como técnico, foi substituído por Paulo Autuori, que por sua vez cedeu lugar a Muricy Ramalho. Se ele vai ser capaz de dar jeito na equipe mesmo sem tempo hábil para planejar e trabalhar? Só o tempo vai dizer.

Corinthians. O caso da equipe alvinegra é diferente. O time venceu tudo no ano passado. Conquistou a sonhada Libertadores e o mundial de clubes no Japão. Por isso, a torcida tinha razões de sobra para acreditar que o clube entraria forte nas disputas de 2013. Não foi isso que aconteceu. A equipe definhou na competição sul-americana e vai mal no Brasileiro. O erro que serve de ensinamento para os empreendedores? Chegar ao topo não é fácil, mas possível. E o que fazer para manter-se lá?

O principal desafio do treinador Tite é fazer com que o elenco se motive novamente, se esforce a ponto de reverter a situação rapidamente. É um trabalho, portanto, de motivar a equipe o suficiente para que ela supere as dificuldades. Igualzinho a sua empresa.

Santos. Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Renê Júnior (Léo Cittadini), Cícero e Montillo (Leandrinho); Willian José e Giva (Gabriel). Essa foi a escalação do time no empate contra o lanterna do campeonato, o Náutico, na Vila Belmiro. O resultado, pra lá de péssimo, expõe o principal problema da equipe alvinegra. Apostar em um elenco modesto e, achar que com ele será possível conquistar títulos.

É o mesmo na pequena empresa. É opinião unânime entre os especialistas que, apesar das dificuldades, os donos de pequenos empreendimentos devem fazer o máximo para trazer talentos para a equipe. E eles efetivamente podem fazer a diferença para um time - de empreendedores ou de futebolistas.

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