Jeff Chiu/AP
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"O pessoal acha que vai ficar milionário fazendo aplicativo e não vai", diz empresário do setor

Wilson Baraban, um dos sócios da Nuts Mobile, ganhou notoriedade ao criar aplicativo que acrescentava digito 9 no celular

DANIEL FERNANDES, ESTADÃO PME,

19 de setembro de 2012 | 14h46

 Wilson Baraban é um empreendedor como tantos outros que atuam e tentam ganhar dinheiro no mercado de desenvolvimento de aplicativos móveis. Com uma diferença. Ele colocou à disposição dos interessados uma das primeiras ferramentas que acrescentavam automaticamente o digito 9 aos números gravados no iPhone.

Com isso, ele e seu aplicativo ganharam notoridade - dentro e fora da App Store - antes de 29 de julho, quando entrou em vigor determinação da Anatel indicando que todos os celulares com DDD 11 ganhariam o digito 9 na frente dos demais números.

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Mas a notoriedade não deslumbra o empreendedor. Longe disso. Ele sabe que atua em um mercado difícil, nada parecido com o que muitos pintam: é possível ganhar dinheiro rápido e sem muito esforço. "A meninada jovem que vem fazendo aplicativos tem muito conhecimento de programação, mas acha que vai ficar milionária fazendo aplicativo e não vai. Não é por aí", garante Baraban, que é um dos sócios da Nuts Mobile.

Wilson usa números para rechear seus argumentos. De acordo com o empreendedor, para ganhar dinheiro com um aplicativo na Apple Store, a empresa precisa vender pelo menos 100 mil cópias de um produto. "E vender 100 mil não é fácil." Segundo ele, se a empresa estipular o preço de um aplicativo em US$ 0,99, por exemplo, vai ganhar quase R$ 1 em cada venda.

Mais dicas

Para Wilson, o primeiro passo para fazer sucesso neste mercado é ter senso de oportunidade. "É preciso criar um aplicativo que surgiu de alguma necessidade", afirma o empreendedor. "Ou criar alguma coisa que nunca ninguém viu", complementa, citando o Instagran.

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