Jae Ho Lee, Ronaldo Viana e Maurício Michelotto no 3º módulo do evento
Jae Ho Lee, Ronaldo Viana e Maurício Michelotto no 3º módulo do evento

O fator mulher em momentos de dificuldade

Redes brasileiras que apostam essencialmente no público feminino estão otimistas com relação ao futuro

Estadão PME,

02 de junho de 2015 | 07h11

Se por um lado elas entram nas lojas com mais frequência e compram mais que os homens, as mulheres também são mais detalhistas e exigentes. Características que fazem delas um público interessante do ponto de vista do empresário, mas também representa um desafio. Essa é a opinião de três empresários que participaram do 13º Encontro Estadão PME.

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Um deles é Jae Ho Lee, CEO do Grupo Ornatus, que detém as marcas de acessórios Morana e Balonè. “Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, o poder de compra tem crescido. Elas estão buscando uma equiparação salarial e o mercado só tende a crescer”, afirmou.

Fundador da rede Outlet Lingerie, Maurício Michelotto concorda. Ele é, aliás, o único homem trabalhando na empresa. “As mulheres constroem e têm uma paixão diferente naquilo que fazem. E como consumidoras, também”, disse. Segundo o empresário, entretanto, os homens são mais fiéis para com as marcas. Já o público feminino troca no primeiro problema que enfrenta. “Não podemos deixar escapar nenhum detalhe”, completou Michelotto, que criou a rede após enxergar uma oportunidade para vender as coleções passadas das indústrias sem depreciar o produto.

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Apesar da situação econômica, os empresários seguem otimistas com a expansão dos seus negócios. Para Jae, o grupo tem muito o que conquistar. “Só tem um ajuste de vela, mas não deixamos de realizar nossos projetos. O nível de cautela aumenta, mas sempre com uma visão de longo prazo. A Morana nasceu em um momento de crise. Estou no Brasil há 40 anos. Se eu estivesse esperando um momento bom, não tinha empreendido”, afirmou.

Já o sócio-diretor da Multifranqueadora, responsável pela gestão e expansão do Clube Melissa, Ronaldo Viana, tem a vantagem de trabalhar com uma marca que efetivamente conseguiu transformar consumidoras em fãs. “O desafio é continuar relevante.” Os números do Clube Melissa, segundo Viana, seguem em crescimento. Mas ele admite que houve diminuição do fluxo de pessoas nos shoppings. “Empreender no Brasil tem sempre novos desafios. Esse (momento econômico) é um desafio que todo mundo está correndo agora e devemos procurar soluções”, disse.

Para o empresário, o objetivo é a sustentabilidade da operação e não uma expansão acelerada. “Cada unidade é uma unidade”, afirmou o executivo, que tem experiência anterior no mercado fonográfico. Viana migrou de área quando suas ações chamaram a atenção da Grendene, que o convidou para formatar uma loja, inicialmente com o nome Jelly e posteriormente do Clube Melissa – atualmente a marca soma 187 operações em todo o País.

Custos. O cenário econômico, não há como negar, traz dificuldades, mas também pode representar oportunidades, com custos de ocupação em shoppings e nas ruas comerciais mais baixos. “As duas redes de franquias que mais crescem são o tapume em shopping e o ‘aluga-se’ na rua. É a lei da oferta e da procura. Temos renegociado contratos de três, quatro anos atrás”, disse Michelotto.

No caso da Outlet Lingerie, a operação é mais focada na rua, principalmente por causa dos valores mais baixos e para não “agredir” os franqueados das marcas parceiras. “Custo é como unha. Tem que cortar constantemente”, destacou. Em média, a rede abre de 30 a 35 lojas por ano. Para 2015, o objetivo é abrir 50 unidades. “Tenho por característica enxergar a metade cheia do copo”, afirmou.

De acordo com Jae, a procura por franquias caiu de 20% a 30%, mas para quem tiver visão de longo prazo, esse pode ser um período bom para investir. “É um momento para entrar, na baixa. Temos conseguido negociações bastante atraentes”, disse o empresário. Só a rede Morana tem 300 lojas e mantém um ritmo de abertura de 40 a 50 unidades por ano.

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