O exemplo dos grandes: como a Petz e a ClearSale inovam

O exemplo dos grandes: como a Petz e a ClearSale inovam

Conheça e aprenda com as lições de Pedro Chiamulera e Sérgio Zimerman

Marco Bezzi, especial para o Estadi, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2016 | 16h39

O terceiro módulo do Encontro PME sobre inovação apresentou ao público participante uma visão sobre como grandes empresas inovam. Sérgio Zimerman, presidente e fundador da Petz, e Pedro Chiamulera, idealizador da ClearSale, participaram da discussão.

Pedro apresentou uma visão diferente sobre como estimular o surgimento de novas ideias na companhia. "Eu estimulo meus funcionários a serem eles mesmos", comentou. Parte dessa visão única sobre como inovar surgiu quando ele 'quebrou' a empresa e precisou recomeçar. “Eu precisava dar valores para eles, tirar o medo das pessoas.” Depois de consolidar a companhia no País, e iniciar uma operação nos Estados Unidos.  “Estamos animados. Uma startup americana acabou de receber um aporte de 40 milhões como o negócio que nós fazemos”.

Detalhes. Sérgio, da Petz, também rechaçou durante o evento a ideia de que a inovação apenas esteja ligada à tecnologia. “Num mundo físico é possível e necessário inovar”. Ele lembra da época em que criou a empresa e como inovou ao fazer o atendimento assistido, cadastro de fidelidade e, especialmente, quando abriu seu petshop 24 horas. “Quando perguntei se existia algum petshop no mundo que abria 24 horas, recebi um não como resposta. Por isso mesmo decidi abrir fazer este movimento. E por isso estou aqui hoje.”

 

O próximo passo da Petz é estimular o público a procurar o preço dos produtos nas diversas lojas digitais à disposição dos consumidores, levar essa informação à Petz, que vai arcar com a diferença e cobrar o mesmo valor do consumidor. “O cliente está na loja e não pode sair sem o produto. Vamos cobrir o preço, sim”, conta. Da ideia ao planejamento e sobre como operacionalizar a inovação, o empreendedor levou 90 dias. “Mesmo com o não da equipe técnica, eu precisava acelerar esse processo.” O prazo foi cumprido.

 

 

A segurança é importante para o consumidor. Sérgio exemplifica contando que seus preços de banho e tosa são mais caros, pois seus produtos e profissionais são melhores. Para não criar dúvida no consumidor, ele usou o conceito, “não gostou, não paga”. Foi a melhor maneira de mostrar o serviço diferenciado que teve aprovação de quase 100%. Mas ele faz uma ressalva: “Tudo não precisa ser inovação. Às vezes você precisa copiar quem está fazendo melhor. E do mesmo jeito a percepção de inovação para o consumidor vai continuar naquilo que é seu diferencial.”

Ao falar em inovar na crise, ele diz que o segmento pet é mais resiliente à crise, mas não imune. “O bolso do consumidor é o mesmo para toda a família”. Inovação e crise são coisas boas de estarem juntas, ele conta. Ele usa uma frase que leu em grupo de whatsapp: “No momento de crise, corte o ‘s’. Crie”. Para contratar novos funcionários, Pedro conta que além da competência técnica, quer pessoas que possam inovar. “Pergunto o quanto ela se arrisca. Preciso de pessoas com tesão na vida. Não necessariamente inovadoras, mas aberta a desafios.”

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